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Análise: sem repertório ofensivo, Botafogo não aproveita vantagem de ter um a mais em empate com Vila Nova

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Blog da Redação

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Análise Vila Nova x Botafogo

Mesmo jogando todo o segundo tempo com um jogador a mais, o Botafogo não passou de um empate em 1 a 1 com o Vila Nova na rodada inicial da Série B. O gol alvinegro foi marcado pelo atacante Rafael Navarro. O resultado e a atuação frustrante colocam ainda mais pressão sobre Marcelo Chamusca.

O treinador gostou da exibição do time em São Januário no último sábado e manteve o time titular. Sem outra alternativa para o setor, Romildo foi mantido como volante apesar das atuações apagadas na Taça Rio. Outro que vem de apresentações pouco inspiradas, Warley também seguiu na lateral direita devido à lesão de Jonathan. Os reforços Chay e Daniel Borges começaram o jogo como opções no banco de reservas.

Análise Vila Nova x Botafogo

O adversário veio para o jogo em meio a uma crise. Depois de perder a final do estadual para o modesto Grêmio Anápolis, dois jogadores importantes no título da Série C deixaram o clube. As mudanças fizeram o treinador Wagner Lopes começar o jogo com três volantes para preencher o setor de meio-campo e valorizar a posse de bola. Quem apareceu entre os titulares do time goiano foi Kelvin, que em sua passagem recente no Glorioso não deixou saudades no torcedor.

Para explorar as limitações do meio-campo adversário, o Botafogo esboçou uma marcação alta para retomar a bola no campo de ataque. Apesar do bom números de desarmes no primeiro tempo, o time não conseguiu criar boas chances a partir das recuperações. O problema foi a quantidade de erros de passe no ataque alvinegro. Sem segurança no passe, a equipe teve sérias dificuldades de organizar jogadas contra a defesa postada e também de criar perigo em um estilo de jogo direto.

A melhor alternativa foi sempre com a velocidade e objetividade de Ronald pelo lado direito. O ponta foi o jogador de meio-campo ou ataque mais acionado na etapa inicial. Nos 45 minutos iniciais, foram 25 ações com a bola, três cruzamentos certos e dois passes decisivos, além de ter levado a melhor sobre o adversário em cinco das seis tentativas. Faltou ao Botafogo oferecer ao camisa 31 mais opções de passe no campo ofensivo. A diagonal de Marco Antônio partindo da esquerda para o meio é única que busca colocar mais gente na área para jogar com Rafael Navarro. Eventualmente, Pedro Castro também busca a profundidade, mas por instinto procura mais o jogo na intermediária.

Análise Vila Nova x Botafogo

O primeiro tempo terminou com apenas 38% de posse de bola para o Botafogo. A posse do Vila Nova, no entanto, procurou mais amarrar o jogo que criar jogadas de gol. O resultado foram apenas três finalizações de cada lado. A expulsão de Deivid aos 40 minutos foi a chave para Chamusca perceber que precisava de mais jogadores no campo de ataque. No intervalo, o estreante Chay entrou no lugar de Ricardinho.

Logo aos sete minutos do segundo tempo o Vila Nova abriu o placar em jogada de escanteio na qual a defesa alvinegra se posicionou mal e permitiu que Willian Formiga finalizasse livre na entrada da área. Destaque positivo do jogo, Ronald foi quem não acompanhou o jogador. O gol despertou tardiamente o Botafogo, que não voltou para o jogo com a intensidade esperada para buscar a vitória sobre um adversário inferior e com um jogador a menos. Seis minutos depois, o time rodou a bola de um lado para o outro até Marco Antônio verticalizar e encontrar Chay com espaço para girar e colocar Navarro em condições de finalizar e empatar o jogo.

A jogada do gol é o exemplo de como o time do Botafogo pode jogar melhor com os jogadores que tem. Marco Antônio é o jogador do elenco com a melhor capacidade de distribuir passes que cortam as linhas adversárias, mas para isso precisa de companhia. Urge que Chamusca abandone a formação com Pedro Castro adiantado e encontre outro jogador para a função. Hoje, Chay surge como favorito para entrar no time.

Análise Vila Nova x Botafogo

Mas o gol que deveria incendiar o time em busca da virada não provocou esse efeito. Voltaram a aparecer a lentidão na troca de passes e a previsibilidade na movimentação do time alvinegro. Daniel Borges também fez sua estreia no lugar de Warley, que, apesar do foco do ataque pelo lado direito, apareceu pouco no campo ofensivo. Guilherme Santos entrou no lugar de Romildo, que participou bastante mesmo com seu jogo pouco dinâmico. Depois voltou aparecer também as substituições com pouca convicção da parte de Marcelo Chamusca. Chay entrou no jogo pelo lado esquerdo, mas depois participou bem do gol atuando por dentro. O treinador então mudou o jogador novamente de posição para promover a entrada de Felipe Ferreira. Enquanto isso, Ênio que vem entrando bem nas últimas partidas não veio para o jogo. Marcinho ainda entrou no lugar do exausto Ronald.

Durante todo o segundo tempo atuando com um jogador a mais, o Botafogo finalizou 11 vezes, mas apenas três na direção do gol. Pior, das 11 somente duas finalizações foram de dentro da área. Problema crônico da equipe é o fato de os atacantes serem pouco acionados. Navarro fez o gol na única chance clara de finalizar de frente para o goleiro que foi criada para ele. Matheus Nascimento já sofreu do mesmo mal e o possível reforço Rafael Moura também deverá sofrer. A dificuldade do time em jogar coletivamente, com aproximações, tabelas e triangulações e velocidade é o que Chamusca parece não saber como corrigir.

Análise Vila Nova x Botafogo

Em busca da primeira vitória, o Botafogo volta a campo no sábado (5), contra o Coritiba no Nilton Santos.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 57% x 43% VIL
Passes certos – BOT 333 (81%) x 246 (75%) VIL
Cruzamentos – BOT 8/24 (33%) x 2/12 (17%) VIL
Bolas longas – BOT 25/51 (49%) X 25/68 (37%) VIL
Finalizações – BOT 15 (4 no gol) x 5 (4) VIL
Finalizações dentro da área – BOT 6 X 1 VIL
Chances claras – BOT 1 x 0 VIL
Desarmes – BOT 10 X 10 VIL

Fonte: Redação FogãoNET

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