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Horizonte do Botafogo se torna uma boa vista só para quem é bom amigo? GDA ou Grupo Do Associativo?

Redação

Por: Redação

- Atualizado em

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Arthur Barreto/Botafogo
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* A primeira ação da AssociaSAF foi impopular e deixou uma série de dúvidas. A demissão de Franclim Carvalho era o prato principal, óbvio e esperado pela torcida, mas os acompanhamentos não foram tão interessantes.

* De uma vez só, a sensação foi que o Botafogo voltou à década de 90. Ou que o associativo voltou de vez. O que se esperava? Profissionalismo, gestão renovada e, sobretudo, decisões da GDA Luma.

* Eis que o clube contrata de uma vez três profissionais com passagens recentes pelo… Boavista. Em primeiro lugar, nada contra eles. São nomes do futebol, experientes, vitoriosos. Paulo Bonamigo foi jogador e treinador, inclusive com passagem pelo Botafogo. Salvou o time do rebaixamento em 2004 (22 anos atrás). Ronaldo Torres é respeitadíssimo, tem diversos títulos, como o Brasileirão pelo Glorioso (31 anos atrás). Marcelo Salles, o Fera, passou por diversos clubes, é respeitado no meio.

* O problema não está exatamente neles. Está na mensagem que é passada ao torcedor, de que o Botafogo associativo voltou a ter poder e ditar rumos no futebol. Era isso que o clube precisava? Ainda há a possibilidade de Thiago Alves (outro personagem reconhecido no meio), braço-direito do presidente João Paulo Magalhães Lins no Boavista, ter cargo de gerência.

* Quem tem o olhar mais atento pode dizer que encheram o Botafogo de profissionais ex-Athletico-PR recentemente. E é uma verdade. Mas será que o caminho é repetir essa estratégia, mas agora com o Boavista?

* Um dos grandes méritos de John Textor em seus melhores momentos no Botafogo foi trazer executivos de mercado, de alto nível. Mesma linha de profissionalização na já qual tinha ido Durcesio Mello, que enquanto presidente “rompeu” o conceito anterior de mandos e desmandos do clube social, contratou um CEO e um diretor de futebol, além de acabar com influência de comitê.

* Um sinal claro do Botafogo associativo está na demissão de Franclim Carvalho. É fácil culpar Textor pela contratação, mas quem bancou e deu aumento para o treinador (!) há um mês? O clube poderia receber o valor da multa rescisória, não pagá-la e ficar livre para escolher um novo nome. Não o fez. E conduziu muito mal a saída, com direito a último jogo e último treino quando todos já imaginavam o fim do ciclo.

* Enfim, estaremos torcendo pela virada na Copa Sul-Americana, pela classificação para Libertadores-2027 e pela recuperação do clube. Afinal, antes de tudo, somos torcedores. Mas é inegável que o Botafogo social fez uma escolha impopular e vai receber mais pressão nesse momento. Cada ato tem suas consequências. A ver se comando será da GDA ou do Grupo Do Associativo.

* No meio disso tudo, está Rodrigo Bellão. Um bom profissional e uma ótima figura humana, um treinador promissor assumindo como interino em momento turbulento. Desejamos toda a sorte do mundo a ele e que tenha autonomia para trabalhar e colocar suas ideias. É a esperança.

Fonte: Redação FogãoNET

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