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Matheus Nascimento e o exemplo de dois Luis Henriques: Botafogo não pode errar

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Blog da Redação

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Matheus Nascimento no treino do Botafogo no Estádio Nilton Santos em abril de 2021
Vítor Silva/Botafogo

* O Botafogo teve recentemente dois exemplos com promessas que devem servir nas tomadas de decisões com Matheus Nascimento. Por coincidência, foram dois Luis Henriques. Até agora o clube tem seguido mais o exemplo que não deu certo.

* Em 2015, Luis Henrique, o centroavante loirinho, era artilheiro da Copa do Brasil Sub-17 e se destacava. O que fez o Botafogo? “Pulou” o jogador do sub-17 direto para o profissional, sem passar pelo sub-20, e o deu a responsabilidade de ser titular do time na Série B, após a saída de Bill. O atacante não se firmou, cresceu o olho no pedido de renovação (junto com seus agentes, segundo a versão do clube), não completou a formação na base nem brilhou no profissional como se esperava. Sequer rendeu uma boa venda. Hoje, com 23 anos, está no HJK, da Finlândia.

* O outro Luis Henrique, ponta-esquerda, apareceu em 2019 na Copa São Paulo, chegou ser relacionado no início do ano para jogos nos profissionais e retornou ao sub-20. Só voltou ao time principal no fim da temporada, com certo destaque. Em 2020, sobressaiu no Campeonato Carioca e foi vendido para o Olympique de Marselha (FRA) no início do Brasileirão, rendendo mais de R$ 25 milhões.

* O que o Botafogo tem feito com Matheus Nascimento se aproxima mais do primeiro Luis Henrique. Colocou o centroavante como titular antes de estar pronto, em posição que não é a sua (aberto como ponta) e pulou o sub-20. É verdade que a categoria hoje está parada, mas no ano passado ele fez alguns jogos como atacante de lado.

* Matheus Nascimento deveria ter ganho chance como centroavante em jogos contra os pequenos no Campeonato Carioca, para ser testado e fazer gols. Não foi. Acabou virando titular por obra do acaso (venda de Matheus Babi e lesão de Rafael Navarro) em partidas mais duras, como a decisiva contra o ABC em Natal e o clássico com o Fluminense. Sem estar pronto, sem confiança ou moral, acabou com dificuldades contra zagueiros fisicamente mais fortes.

* O pior é que quando Matheus Nascimento foi o centroavante não havia bons atacantes de lado ou meias para o abastecerem. A bola praticamente não chegou. Um jeito de jogar que até Lewandowski teria dificuldade. Ou, para ficar no cenário do Botafogo, Loco Abreu, Túlio Maravilha ou Dodô.  Como fazer gol se o time mal ataca? Faltou preocupação ao clube de preservar seu principal ativo.

* E daqui para a frente? Por estar fisicamente mais pronto, Rafael Navarro está à frente de Matheus Nascimento. Deve chegar ainda um centroavante experiente, que vai poder dar dicas e ensinar os dois garotos. O Botafogo, que perdeu o tempo do Carioca para observar Matheus (ainda resta uma partida e provavelmente a Taça Rio), terá a promessa como terceira opção e deverá pensar também em dar jogos a ele no sub-20, para se manter em atividade e completar a formação. O que pode ser benéfico, como foi com Rafael Navarro no ano passado.

Fonte: Redação FogãoNET

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