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Pitacos: atuação ruim? Bom é o Botafogo vencer, ainda mais na reta final; há fatores a serem considerados

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Blog da Redação

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Pitacos: atuação ruim? Bom é o Botafogo vencer, ainda mais na reta final; há fatores a serem considerados
Vítor Silva/Botafogo

* Um comentário recorrente sobre a vitória do Botafogo por 2 a 1 sobre o América-MG, nesta quarta-feira, no Independência, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro-2023, é que o time jogou mal. Até é verdade, mas é preciso considerar uma série de fatores nessa análise.

* Primeiro, o Botafogo tinha dois desfalques relevantes, jogadores importantes para a equipe e para o grupo: Tchê Tchê e Marçal. Com o agravante de o lateral ter sido suspenso apenas na última segunda-feira, a dois dias da realização do jogo.

* Segundo, outros dois pilares da equipe claramente estavam desgastados e não entraram no seu nível máximo: Lucas Perri e Adryelson. Após convocação pela Seleção Brasileira, quase não dormiram e foram direto para Belo Horizonte. O zagueiro teve que ser substituído, o que é incomum para ele, enquanto o goleiro claramente lutava contra o cansaço, sem precisão nos tiros de meta e sem confiança para sair em bolas cruzadas. Ainda assim, fez um milagre no fim.

* Quer mais um fator? Tiquinho Soares, o craque do Campeonato Brasileiro, levou um carrinho no tornozelo ainda no primeiro tempo e passou parte do jogo mancando. Ele é simplesmente a referência do setor ofensivo. E Eduardo não foi bem.

* Mais um ponto é que o Botafogo não vencia fora de casa no Campeonato Brasileiro desde que bateu o Grêmio em Porto Alegre. Bruno Lage simplesmente não conquistou nenhuma vitória longe do Rio no Brasileirão. Era mais um peso.

* E é preciso considerar também que o Botafogo ainda está saindo da instabilidade e da oscilação. As duas últimas vitórias com Lucio Flavio trazem esperança e otimismo, mas são apenas dois jogos, após uma sequência horrível com Bruno Lage. O time ainda está retomando o processo de confiança e equilíbrio, não é algo automático.

* Por fim, cabe lembrar como foram as vitórias do Botafogo fora de casa. Todas com eficiência no ataque, sofrimento e defesa segurando as pontas. Esse foi o modelo na maior parte no campeonato.

* Até por esse último item, aqui entram as observações negativas, foi estranho ver o Botafogo fazer 1 a 0 e se manter exposto, de peito aberto, cedendo espaços para o América-MG infiltrar. O desespero era do adversário, fazia mais sentido recuar, dar a bola e aproveitar os espaços do contra-ataque. Talvez por excesso de confiança, o Botafogo seguiu tentando jogar e levou o empate.

* Muito se fala também sobre o número de finalizações. Mas que tal tentar ver de outra forma? Nos dois momentos em que o jogo esteve empatado, o Botafogo foi superior, teve posse e algum domínio. Até fazer seus gols. Resolveu com dois golaços de Júnior Santos. Após marcar, naturalmente foi a hora do América partir para cima e levar perigo. Por esse motivo finalizou tanto.

* Diversas finalizações do América foram após os 40 do segundo tempo. Foi quando Lucio Flavio tirou Júnior Santos para colocar Bastos. Em tese, era para reforçar o jogo aéreo e ganhar mais solidez na defesa, com três zagueiros. Só que o angolano ficou quase como um lateral-esquerdo, na dúvida se saía no combate ou voltava para a área, o que gerou espaços e lances perigosos. Hugo também já não estava convicto sobre onde deveria se posicionar. Que bom que não deu em nada, e o próprio Bastos tirou um gol no fim. Mas essa variação precisa ser melhor treinada.

* No fim das contas, não importa tanto a atuação, ninguém vai lembrar dela no futuro. O importante foi que o Botafogo venceu, chegou a 58 pontos e deu mais grande passo rumo ao título brasileiro. É o fundamental na reta final.

Fonte: Redação FogãoNET

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