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Pitacos: Botafogo começa a encontrar um caminho em campo; não caiam em narrativas de que ‘2024 quebrou o clube’

Redação

Por: Redação

- Atualizado em

Elenco em Racing x Botafogo | Copa Sul-Americana 2026
Vítor Silva/Botafogo

* Finalmente, em abril, o Botafogo parece começar a encontrar um caminho. O que têm em comum Rodrigo Bellão e Franclim Carvalho? Entenderam rapidamente o que time pede no momento e optaram por um jogo mais pragmático.

* Martín Anselmi, claramente, não percebeu onde estava. Tentou até o fim um jogo de imposição, de muita posse (inútil) de bola e posicional. Não teve a sabedoria de entender que primeiro precisava criar uma estrutura, uma solidez, para depois tentar implantar seu estilo.

* Bellão levou um jogo, a derrota para o Athletico-PR, para perceber. Franclim parece ter levado dois, os empates contra Caracas e Coritiba. Quando colocou um time no estilo do interino, seu antecessor, obteve a ótima vitória por 3 a 2 sobre o Racing, no El Cilindro, pela Copa Sul-Americana.

* Franclim Carvalho percebeu que: não há estabilidade no gol, então testou Neto (que começou mal e melhorou no jogo); Vitinho não vive boa fase, então colocou Mateo Ponte (de lateral-direito, não de zagueiro!); que Ferraresi está melhor que Bastos; que três volantes encorpam o meio (foram Allan, Cristian Medina e Edenílson); que Danilo, o craque do time, joga mais com liberdade para atacar; que Santiago Rodríguez, Álvaro Montoro e Jordan Barrera são reservas no momento, porque não entregam intensidade; que Júnior Santos e Matheus Martins podem ser os pontas físicos para fazerem companhia a Arthur Cabral.

* Como é bom ver o Botafogo chegar a um gol como no de Júnior Santos. Em questão de segundos e poucos toques na bola, Alexander Barboza lançou e o Jacaré mandou para a rede. Melhor do que ficar de toquinho no campo defensivo e recuar para o goleiro, né?

* Arthur Cabral vive boa fase, não só pelos gols, mas por estar jogando bem também. E é legal ver Kadir entrar cheio de vontade e participar do lance decisivo.

* É natural que ainda sejam necessários ajustes. A parte boa é que há um caminho. A ver se Franclim Carvalho vai seguir nele, de um time mais físico e competitivo, ou vai querer voltar para o falso controle de jogadores técnicos que não agridem.

* A se resolver também a fragilidade defensiva. Começa pelo problema de não haver um goleiro confiável. Mas passa também pela equipe não saber a hora de baixar linhas e administrar jogos. Levou gols estando exposta contra Coritiba e Racing, mesmo com vantagem no placar.

* A vitória traz também paz ao ambiente, que precisa. John Textor, SAF, Eagle, Ares, clube social. É muita narrativa e confusão, pouca solução. Que não atrapalhem o dentro de campo.

* Falando em narrativa, a imprensa começou com uma de que “2024 quebrou o Botafogo”, meio que para diminuir os históricos títulos e a campanha de um time que assombrou o país, atropelou todo mundo.

* É óbvio que não foi 2024 que quebrou o Botafogo. Aquele ano mais que se pagou, esportiva e financeiramente. Diversos jogadores daquela temporada foram vendidos por preço maior, como Luiz Henrique, Thiago Almada, Igor Jesus, Savarino, Gregore, Marlon Freitas, John, Cuiabano, Júnior Santos, Tiquinho Soares etc. E ainda houve premiações absurdas, direitos de TV, patrocínio, receitas com estádio. O Botafogo faturou como nunca.

* Os problemas vieram em 2025. Internamente, o clube investiu mal, altas cifras, em reforços que não deram o retorno esperado. Na Eagle, o Lyon quebrou e precisou ser salvo pelas receitas alvinegras. Quando o dinheiro não voltou, aí que o caos se iniciou no Botafogo.

* Não caiam nessa de “culpa de 2024”. É apenas, mais uma vez, desespero de quem viu um clube não apenas entrar no hall dos favoritos de sempre, como atropelá-los. E sem ajuda de imprensa, de arbitragem, de federações ou do que quer seja. Na bola, sem asterisco. E isso incomoda.

Fonte: Redação FogãoNET

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