Pitacos: Botafogo deveria explicar problemas físicos; bom árbitro Ramon Abatti se complicou e tirou vitória sobre o Fluminense

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Blog da Redação

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Arbitragem em Fluminense x Botafogo | Campeonato Brasileiro 2022
Reprodução/TV Globo

* O Botafogo adotou nesta temporada a política de reduzir informações sobre problemas físicos de seus jogadores. Por exemplo: você sabia que Matheus Nascimento não jogou o clássico com o Fluminense por conta de uma labirintite? Apenas a transmissão no Premiere deu essa informação. Contudo, seria importante o clube se posicionar sobre a sequência de desfalques.

* Por que o Botafogo perde tantos jogadores por lesão? Por que atletas se machucam em semanas cheias de treinos? A carga de treinamentos está muito pesada? Por que jogadores voltam e logo se lesionam novamente, como Diego Gonçalves, Rafael, Gustavo Sauer e Danilo Barbosa?

* É claro que nem tudo precisa / pode ser explicado. Mas um pouco de transparência ajuda e aproxima a torcida. Tem também o fato de jogadores terem chegado em níveis físicos diferentes e de o clube ainda não ter a estrutura ideal. Ao mesmo tempo, o Botafogo disputa apenas uma competição e tem diversas semanas cheias para trabalhar. É complicado para o torcedor ver tantas lesões e o time perdendo a força física no final de diversas partidas.

* No Corinthians, o técnico Vítor Pereira confessou que errou uma vez em carga de treinamentos, antes de um jogo com o Internacional. Será que o mesmo pode ter acontecido no Botafogo? Dificilmente saberemos.

– Esta semana eu fiz uma cagada muito grande. Vou lhes dizer qual foi. Ainda não compartilhei isso com ninguém, nem com meus jogadores. Hoje, ao rever o jogo, percebi claramente que com, vontade de treinar e melhorar a minha equipe, tivemos mais dias para treinar e fiz o quê? Treinei na intensidade que gosto de treinar, não durante muito tempo, mas demos uma carga que eles (jogadores) não estavam habituados. Então, chegamos ao jogo cansados, sem capacidade, tivemos capacidade no primeiro tempo, no segundo tempo, não. Minha responsabilidade – disse Vítor Pereira.

* O clássico com o Fluminense é um exemplo. Pelos problemas, o Botafogo entrou bem desfalcado e sem tantas opções no banco. No fim do jogo, pareceu terminar bem cansado, enquanto o adversário estava inteiro e buscou o empate.

* Faltou também o técnico Luís Castro reagir às alterações de Fernando Diniz. O treinador tricolor colocou Matheus Martins no lugar de Yago, um ponta no lugar de um volante. O Botafogo demorou a entender e a tentar se defender melhor, quando viu já estava 2 a 2. O português explicou que Júnior Santos foi mais recuado para ajudar na marcação, função na qual não é tão bom. Não seria melhor uma troca para fechar o time?

* “Ah, mas não tinha tanta opção no banco”. No mínimo, poderia refrescar e dar mais gás ao time. As duas únicas alterações foram por questões físicas, com Eduardo e Jeffinho pedindo para sair. Patrick de Paula e Gabriel Pires já estavam bem cansados em um setor vital, Tiquinho já não tinha tanta força no ataque, Del Piage entrou mal. Por que não colocar três zagueiros para garantir o resultado?

* Em tempo: criticar a falta de agilidade e / ou de visão de Luís Castro em substituições não significa dizer que o trabalho não tem méritos. O time titular está mais consistente, tem estratégias, jogadas trabalhadas e melhorou bastante na bola aérea e na bola parada. Está em evolução e tende a ser ainda melhor no próximo ano.

* Mas é importante ressaltar que o resultado tem participação crucial da arbitragem, liderada por Ramon Abatti Abel. Que é um bom árbitro, mas se complicou e tentou por conta própria “equilibrar o jogo”, o que não é sua função. Permitiu um pisão de Samuel Xavier em Marçal, permitiu que Ganso apitasse o jogo e lhe desse uma dura em campo e caiu na artimanha de Matheus Martins para marcar um pênalti mandrake determinante para o empate.

* Fica claro que quem provoca o contato é Matheus Martins. O atacante corre para a área procurando o contato e se joga antes mesmo de se chocar com Patrick de Paula. “Premedita o contato”, como definiu a “Central do Apito” ao justificar a não marcação de pênalti de Rodrigo Moledo em Eduardo em Botafogo 0 x 1 Internacional. Diante do Atlético-GO, Eduardo foi empurrado na área por Luiz Fernando, em outra jogada ignorada. Mas, quando é contra o Botafogo, este tipo de lance vira pênalti e o VAR não se manifesta. Um absurdo.

* Agora, o Botafogo vai remendando até o fim do campeonato buscar o que for possível. Libertadores parece difícil, mas não impossível, enquanto a vaga na Sul-Americana está mais viável. Para um time que tinha risco de rebaixamento, qualquer classificação para competição internacional vira lucro.

Fonte: Redação FogãoNET

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