Pitacos: Botafogo evolui, mas demora de leitura de Luís Castro nos jogos preocupa; Saravia não está legal

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Pitacos: Botafogo evolui, mas demora de leitura de Luís Castro nos jogos preocupa; Saravia não está legal
Vitor Silva/Botafogo

* O Botafogo poderia ter muito bem saído com empate ou vitória da partida contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. Voltou com mais uma derrota na bagagem, a quarta seguida. Foi nítida a melhora no time, com reforços e jogadores recuperados. Marçal, Lucas Fernandes e Jeffinho foram os destaques. Mas, mais uma vez, causou preocupação a demora de Luís Castro na leitura dos jogos.

* O treinador apostou em Matheus Nascimento de início porque queria um centroavante mais técnico, capaz de sair da área, fazer a parede e aparece para finalizar. Fora a atuação ruim do jovem centroavante, não era isso que o jogo pedia. Com o espaço oferecido pelo Santos, Erison provavelmente funcionaria melhor.

* Erison, que ainda está retomando a confiança e não voltou a ser o mesmo após a lesão, tem dificuldades contra adversários fechados e linhas baixas. Vai melhor quando tem espaço e duelos individuais com os zagueiros. Já Matheus ainda não está pronto fisicamente, perde disputas no corpo e está com dificuldades em fazer seu primeiro gol em Campeonatos Brasileiros.

* Outra leitura equivocada de Luís Castro foi nas mudanças. Com o Botafogo jogando bem, em cima do adversário, tirou um ponta (Vinícius Lopes, que nem estava bem) e colocou um meia (Lucas Piazon). Travou seu time, perdeu profundidade e força ofensiva. Depois, sacou Luís Oyama e colocou Eduardo, ainda sem ritmo, recuando Lucas Fernandes. O meio-campista, que era o melhor da equipe, não conseguiu mais chegar tanto ao ataque e ainda foi (mal substituído). O jogo pedia Erison e Gustavo Sauer, que só entraram no fim.

* Mais uma: Gustavo Sauer tem características de meia e joga aberto pela direita. Voltando de lesão, teve que jogar contra Guilherme Arana, provavelmente o lateral mais ofensivo do país, diante do Atlético-MG. Naturalmente, teve dificuldades.

* Castro peca ao pensar apenas em montar sua equipe e pouco se adaptar ao adversário. Diante do Santos, Marçal começou voando, o adversário logo mudou Angelo da esquerda para a direita para causar preocupação nele. Dessa inversão, saiu cartão para Marçal e o drible na origem do lance da falta de Kanu, no primeiro gol. Essa leitura rápida é fundamental.

* E Saravia? Vai mal há diversas partidas e segue no time. Por mais que Daniel Borges também tenha oscilado, fez mais boas atuações, dava assistências e ajuda no jogo aéreo defensivo, um problema alvinegro. O argentino piora quando atua em uma linha de quatro, com mais responsabilidade defensiva. Tem problemas na marcação, leva cartões, corre demais com a bola e peca na definição na frente. Não justifica a titularidade. Daniel Borges parece ser melhor opção, até Rafael voltar e assumir a posição.

* Quem também está preocupante – e não é de hoje – é Kanu. Além de não estar bem, tem um certo azar que as jogadas de gol volta e meia saem em cima dele. Inseguro e com erros técnicos, está deixando a desejar. Mas o zagueiro que joga pela esquerda (Victor Cuesta) está lesionado, enquanto Klaus e Lucas Mezenga (este promissor) ainda não se firmaram.

* Embora Luís Castro puxe a responsabilidade para si, não é apenas ele a questão. Diante do Santos, o time jogou bem, criou chances, esteve perto de marcar e acabou levando dois gols. Culpa mais dos jogadores do que do técnico. Ao menos, deixou uma esperança e um norte de que, com reforços, pode encorpar e começar a reagir no Campeonato Brasileiro.

Fonte: Redação FogãoNET

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