* Uma reta final de Campeonato Brasileiro pede luta, determinação, vontade, energia. Sobretudo de quem briga na parte de baixo da tabela. O Botafogo entrega o oposto disso, como foi na derrota por 3 a 0 para o Internacional, no Beira-Rio, neste sábado (24/10).
* Foi um Botafogo apático, desinteressado, jogando um amistoso contra um time que parecia com a vontade de uma final de Copa do Mundo. Até quando vai seguir essa passividade? É a mesma vista em outros jogos, como na derrota recente para o Mirassol.
* Passa muito por o Botafogo seguir achando ter um time bom tecnicamente e que isso vai bastar. Tite armou a equipe para controlar o jogo, ter posse, administrar, sem qualquer força ofensiva ou contra-ataque. Obviamente, não conseguiu. Não é porque ganhou da Chapecoense que vai ganhar dos outros assim.
* Quando saiu a escalação, com Cristian Medina de ponta-direita, ficou claro que mais uma derrota viria. O argentino não tem o cacoete da posição, não agride, não faz gol, não marca bem pelo lado, não recompõe. Perde as qualidades que tem, em comparação a quando joga centralizado.
* Como o Botafogo vai competir com Allan, Medina, Álvaro Montoro e Tiquinho Soares juntos? Sem contar que Danilo e Matheus Martins não são tanto de ganhar duelos. Fica um time lento, sem poder de ataque, moroso e vulnerável defensivamente. Basta o adversário forçar um pouco que faz seu gol.
* Allan não tem mais condições de ser titular. Não faz sentido. Não oferece marcação firme, desarme, jogo aéreo, construção, armação, nada. Tem uma enorme dificuldade com a bola no pé. É prejudicial ao time.
* Montoro é outro que deveria ser mais falado. A expectativa é alta, a entrega é muito baixa. Antes, ficava devendo em gols (apenas um no campeonato) e assistências (cinco). Agora, está faltando mais futebol, participação, doação à equipe, intensidade.
* O Botafogo já tem Tiquinho fora de suas melhores condições na frente, complementa com Medina improvisado na ponta e com Montoro andando. Contra um time físico, como o Internacional, é engolido facilmente.
* Sem senso de urgência, o Botafogo parece fazer força para até o fim do ano estar na briga contra o rebaixamento. O time se recusa a se distanciar, a abrir vantagem, a aproveitar oportunidades. Já ressuscitou Mirassol, Vasco e Inter recentemente. Sorte que, até o momento, a rodada mais uma vez ajudou. É torcer para seguir assim até o campeonato acabar, havendo pelo menos quatro piores que o Alvinegro.