Pitacos: Botafogo novamente fica entre melhores no sub-20, mas sensação é de que poderia mais

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Pitacos: Botafogo novamente fica entre melhores no sub-20, mas sensação é de que poderia mais
Fabio de Paula/BFR

* Em meio à eliminação do Botafogo para o América-MG na Copa São Paulo de Futebol Júnior, os comentários se dividem. Parte valoriza a campanha de superação da equipe para vencer adversidades, cansaço, Covid-19 e três disputas de pênaltis. Outra parte critica a falta de mais qualidade técnica e de poderio ofensivo. Nenhum dos lados está completamente errado, mas é preciso ter equilíbrio para analisar.

* Primeiro para constatar que o sub-20 do Botafogo novamente ficou entre os oito melhores do Brasil. Foi assim no último Campeonato Brasileiro, foi assim na Copa São Paulo. Foi campeão da Copa Rio/OPG, foi o melhor carioca na Copinha. Ainda assim, a sensação é que poderia mais.

* A começar pela partida das quartas. O Botafogo foi superior ao América-MG, deixou o adversário longe de seu gol a maioria do jogo e deveria ter obtido resultado melhor. Falhou um lance, entregou o gol e o jogo, com erros de Liberato e Lucas Barreto.

* É preciso colocar na análise o problema estrutural do Botafogo, a falta de investimento e a subida precoce de jovens por necessidade do elenco profissional. O técnico Ricardo Resende tem que remontar equipes seguidamente. E, ao menos, deixa uma marca de time competitivo e que vende caro os resultados. Está sempre disputando.

* Mas falta, sobretudo, qualidade ofensiva ao Botafogo na base. E não é de hoje. Meias, pontas e atacantes são os atletas mais valorizados, na base podem jogar mais soltos, arriscar, aparecer, virar opção. Mas o clube quase não revela jogadores de frente, ao passo que tem formado defensores úteis ao elenco profissional. A equipe de Ricardo Resende é bem armado, organizada taticamente, mas carece de recursos ofensivos.

* As melhores impressões individuais no Botafogo na Copinha foram os zagueiros Kawan (pela qualidade e tranquilidade) e Reydson (pela liderança e personalidade) e o meia Raí (melhor jogador ofensivo, com lucidez e categoria na perna esquerda). Liberato, apesar da falha decisiva, mostrou um vigor físico e capacidade de roubar bolas interessantes.

* Por fim, fica a dúvida se não seria melhor descer os jogadores da pré-temporada do profissional para disputar a Copinha. Aumentaria as chances da equipe. Ao mesmo tempo que deixaria Enderson Moreira com ainda menos opções. No cobertor curto que vive, o Botafogo escolheu priorizar o elenco principal.

Fonte: Redação FogãoNET

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