Pitacos: Botafogo tem semana espetacular; Carli comanda time; Barreto cresce

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Blog da Redação

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Barreto em Remo x Botafogo | Série B do Campeonato Brasileiro 2021
Reprodução/Premiere

* O Botafogo teve uma semana fantástica, marcada por boa notícia atrás de boa notícia. Desde a vitória sobre o Coritiba, enfileiraram-se motivos para comemorar, o que deixou o torcedor desconfiado para o jogo com o Remo, pela Série B. Vieram mais três pontos. É curtir a grande, sair de camisa do Botafogo nas ruas e aproveitar. A torcida alvinegra merece ser feliz.

* A semana teve compra de Chay, chegada de reforços (Carlinhos e Luiz Henrique), renovação de promessas (Gabriel Conceição e Juninho), negociação com Rafael e queda da execução imediata de R$ 100 milhões em dívidas trabalhistas do clube. Só não foi perfeita porque Rafael Navarro, apesar de não ter saído na janela europeia, não acertou renovação e parece mais próximo de deixar o Botafogo. Que ao menos ajude até o fim da Série B.

* Há jogadores que merecem ser exaltados no Botafogo. Mas ninguém simboliza mais o espírito e a reação do time que Joel Carli. O argentino, que foi dispensado ano passado e não foi rebaixado, aceitou voltar em acerto da dívida, é importante na liderança e se firmou dentro de campo. Impressionante a quantidade de bolas perigosas que tira e como leva vantagem no jogo aéreo. E como sempre o aumenta o nível de quem joga ao seu lado, como acontece agora com Kanu. Carli é capitão, líder e referência.

* Precisamos falar sobre Barreto. Há um tempo, foi criticado aqui por parecer ser um “pitbull que não morde”. Entretanto, cresceu bastante de produção nos últimos jogos, dá estabilidade defensiva, marca bastante, tem acertado passes longos e tenta não complicar os passes curtos. No fim do jogo contra o Remo, se jogou duas vezes para evitar finalizações dentro da área e comemorou muito ao apito final.

* Chay tem jogado demais, mas precisa de companhia. Diante do Remo, era o ponto de lucidez na parte ofensiva, mas não tinha laterais que atacassem bem, pontas incisivos ou um centroavante que acompanhasse seu raciocínio. Acabou tendo que sair, desgastado pelo tanto que correu e tentou criar. Mas enquanto esteve em campo fez diversas jogadas interessantes.

* Essa falta de mais poderio ofensivo (sem Ronald, Diego Gonçalves e Rafael Navarro) somada à falta de opções no elenco pode justificar as alterações de Enderson Moreira, em parte contestadas. Abriu no corredor direito Luís Oyama, que não foi bem, mas tinha outra opção? Provavelmente ele preferiria colocar um extremo ou até um segundo lateral-direito, mas a alternativa no banco era o jovem Vitinho, difícil apostar em uma hora dessas. Faltaram também mais um ponta-esquerda mais pronto que Ênio, que ainda vai evoluir, e um centroavante para substituir Rafael Moura. Embora critiquem a manutenção do He-Man até o fim, era complicado Enderson tirá-lo e perder um jogador importante na bola aérea defensiva na pressão final do Remo, sem saber como Gabriel Conceição se sairia.

* Ainda assim, sem a vergonha de recuar ou fazer mudanças defensivas, Enderson tem conseguido segurar vitórias importantes e passar por pressões nos fins dos jogos. Imaginam o mesmo acontecendo com Marcelo Chamusca? O comum na época era o Botafogo sair frustrado no final, porque nem recuava para evitar levar gols nem atacava para fazer mais um. Ficava exposto e era castigado.

* Carli e Barreto, já citados aqui, são exemplos de volta por cima no Botafogo. Diego Loureiro é outro. É torcer para Rafael Moura também ser. Jogou os 90 minutos, não tem o ímpeto de Rafael Navarro e teve o peso de um jogo com o Botafogo recuado, com mais campo para percorrer e menos bolas chegando. Nas poucas que vieram, não levou muita vantagem, teve um passe para Marco Antônio finalizar e a deixada para Warley no gol. Foi útil na bola aérea defensiva, tem presença e liderança, é importante no grupo. Mas se espera mais dele, principalmente gols.

Fonte: Redação FogãoNET

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