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Pitacos: Chamusca tem méritos, mas precisa rever conceitos no Botafogo, como Ricardinho e Rafael Moura juntos; cadê a renovação do Navarro?

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Blog da Redação

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Marcelo Chamusca em treino do Botafogo em junho de 2021
Vítor Silva/Botafogo

* Antes da Série B, pelo nível de atuações no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil, a maioria da torcida do Botafogo não esperaria o time estar com oito pontos em quatro jogos no início. Ainda assim, há uma certa dose de frustração, porque era plenamente possível estar com 12 pontos.

* Em primeiro lugar, é preciso apontar méritos de Marcelo Chamusca, ainda que isso gere controvérsias. O time está mais organizado, concentrado e perigoso no ataque. Demorou, mas o treinador parou com algumas insistências que não davam resultado, como Marcinho e Felipe Ferreira nas pontas, Matheus Frizzo no meio ou Rafael Carioca na lateral. Até aí, OK.

* O problema é que o técnico ainda tem teimosias que são prejudiciais. Como a entrada de Ricardinho no segundo tempo. O experiente volante pode até ser útil, mas não quando o time está lento e pesado. Colocar Ricardinho e Rafael Moura juntos é um convite aos adversários. Como foi no empate em 2 a 2 com o Londrina. Ambos entraram aos 40 minutos do segundo tempo e, na sequência, o adversário levou perigo duas vezes até marcar o gol da igualdade.

* O Botafogo terminou o jogo com Barreto (pesado), Warley e Pedro Castro (cansados), Ricardinho e Rafael Moura (veteranos). O único escape seria Diego Gonçalves, que aparenta estar fora de ritmo e desentrosado. Ou seja, pediu para levar o empate.

* Por que não entrou Guilherme Santos, que foi titular nos últimos jogos e dá mais intensidade, pegada e dinâmica ao meio? Por que os melhores do time têm que sair? Geralmente, são eles que controlam o jogo no fim. Luís Oyama até pediu para ser substituído, mas Chay e Rafael Navarro não podiam aguentar até o final? Só no Botafogo os jogadores que entram chegam mais cansados dos que já estão na partida. O normal em todo time é que as substituições deem mais gás, não o contrário.

* Ainda que Chamusca negue ter dado orientação para o time recuar, a responsabilidade é dele. E é algo recorrente nas partidas. O Botafogo faz um gol e baixa excessivamente suas linhas, tendo que percorrer uma longa distância para contra-ataque, o que geralmente só Ronald e Chay conseguem. Com um time lento e pesado, como o do fim do jogo, é preciso se postar mais à frente e tentar controlar a partida no meio.

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* Rafael Navarro cresce a cada jogo e dá a sensação que não vai dar brecha tão cedo para Rafael Moura. Mas daqui a 13 dias pode assinar pré-contrato com outro clube. Já passou da hora de o Botafogo acertar a renovação do jovem centroavante.

* Chay e Luís Oyama estão jogando muito. Chamam o jogo, pedem a bola, distribuem, constroem e chegam para finalizar. Ótimos reforços do Botafogo. Por outro lado, PV e Marco Antônio podem e devem render mais. O lateral está com problemas defensivos e bobeou no segundo gol. O meia aparece com brilho em alguns momentos, como na assistência para Oyama, mas passa a maior parte do jogo sumido e com pouco contribuição até na marcação.

* Douglas Borges vem sendo útil no Botafogo, mas está inseguro nos últimos jogos. Precisa melhorar em dois fundamentos que podem ser treinados: saídas do gol em cruzamentos e espalmar bolas para o lado. Ter um goleiro sólido e eficiente é fundamental na Série B.

Fonte: Redação FogãoNET

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