Pitacos: é estranho Jeffinho ser reserva no Botafogo com Júnior Santos e Victor Sá não justificando titularidade

155 comentários

Blog da Redação

Blog da Redação

Compartilhe

Jeffinho em Botafogo x Internacional | Campeonato Brasileiro 2022
Reprodução/Premiere

* É natural que Jeffinho oscile e que Luís Castro seja a pessoa mais indicada para saber como trabalhar o jovem atacante. Pode estar ficando no banco de reservas recentemente, como no jogo contra o Internacional, por diferentes motivos. Mas é difícil entender a promessa ser reserva para Júnior Santos e Victor Sá, que não têm aproveitado bem as oportunidades nem se destacado no Botafogo.

* Jeffinho é, provavelmente, a revelação do Campeonato Brasileiro. Dribla, cisca, é leve, sai para os dois lados, puxa contra-ataques, dá assistências, finaliza, está bem entrosado com Marçal e Tiquinho Soares. É um jogador que levanta a torcida e dá esperança. Em uma partida em casa, parece ser quem tem mais condições de desmontar o adversário. Mas ficou no banco contra o Inter.

* Não dá para ter certeza se a razão foi técnica, algo comportamental ou tática. Como Bustos é um lateral que apoia muito, taticamente até faria sentido Jeffinho não ser escalado por aquele lado (que é seu melhor). Mas poderia jogar por dentro ou na direita. Ou ainda o esquema ter alguém fechando a esquerda para compensar.

* Fato é que Victor Sá também não conseguiu marcar Bustos tão bem e ficou devendo na parte técnica. Acertou algumas jogadas, provocou um cartão amarelo para Moledo, mas titubeou em lances de mano a mano que deveriam virar finalização ou cruzamento. Os lances acabaram morrendo. E o ponta não vem brilhando no Botafogo, apesar de ter potencial.

* Do outro lado, na direita, jogou Júnior Santos. Que tem força, explosão e drible. Mas precisa saber a hora de usar cada recurso. Não adianta pegar a bola, correr, pedalar e não produzir. Lembra um comentário de Luís Castro sobre centroavante (no caso Erison), dizendo que não precisava “de um jogador que se despedisse da equipe”. Júnior Santos tem se despedido, baixa a cabeça e tenta as jogadas para si próprio. Se estivesse dando certo, OK. Só que o melhor que saiu até agora foram duas bolas na trave contra o Coritiba, faltam gols e assistências.

* De todos os pontas (incluindo também Gustavo Sauer e Luis Henrique), Jeffinho é o melhor e mais confiável. Tem que jogar. Quando entrou, o Botafogo já estava mais cansado (mais ainda Eduardo e Danilo Barbosa), levou gol e teve que enfrentar um adversário fechado. Foi ficando mais bagunçado a cada alteração e pouco produziu.

* O jogo em si foi equilibrado e poderia ter qualquer um dos times como vencedor. Era jogo com cara de 0 a 0 ou a 1 a 0 para quem aproveitasse melhor a chance. Foi o Inter. Não é motivo para terra arrasada ou desânimo. O Botafogo perdeu em casa para equipes que estão na ponta da tabela, como Palmeiras, Internacional e Flamengo. Tem que melhorar, mas pode e vai. É questão de tempo.

* Cabe ao treinador, Luís Castro, encontrar soluções para enfrentar adversários superiores ou montados há mais tempo. O próximo adversário, por exemplo, é o Fluminense, time que tem um modelo de jogo próprio com Fernando Diniz. O Botafogo precisará de uma boa estratégia para vencer o clássico e continuar próximo da zona de classificação para a Libertadores. Ou até mesmo entrar nela, oportunidade que foi desperdiçada na derrota para o Inter.

Fonte: Redação FogãoNET

Notícias relacionadas