Pitacos: empate com o Ceará deixa algumas perguntas no Botafogo; o que falta?

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Pitacos: empate com o Ceará deixa algumas perguntas no Botafogo; o que falta?
Vitor Silva/Botafogo

* O que falta para o Botafogo? Sorte? A julgar pela semana prejudicada por um surto de virose gastrointestinal, que prejudicou treinos, jogadores e funcionários, pode ser. De qualquer forma, o jogo contra o Ceará era para vencer, não para empatar em 1 a 1.

* O empate foi justo? O pior é que, pelas circunstâncias do jogo, acabou sendo um resultado aceitável. Pois quem esteve mais perto de vencer, pelo segundo tempo que fez, foi o Ceará. No fim das contas, o Botafogo somou um ponto e o adversário não somou mais dois.

* Faltam reforços? Com certeza. O elenco continua com apenas um goleiro confiável (Gatito Fernández, que nem está em sua melhor fase), tem carência de volantes, meias, pontas e centroavantes. A lateral esquerda também precisaria de mais uma opção.

* Basta olhar o banco de reservas diante do Ceará: Douglas Borges, Igo Gabriel, Joel Carli, Kanu, Adryelson, DG, Barreto, Patrick de Paula, Luís Oyama, Del Piage, Vinícius Lopes e Matheus Nascimento. É o suficiente para mudar um jogo? Entraram apenas os dois atacantes, e o nível do time caiu.

* Luís Castro justificou em sua entrevista coletiva que fez poucas substituições porque queria deixar a estabilidade da equipe, que teve semana conturbada. Mas até quando vai faltar leitura de jogo e ação mais rápida? As alterações foram seis por meia dúzia, com a entrada de jogadores piores do que os que estavam. Luis Henrique e Erison eram mais úteis que Vinícius Lopes e Matheus Nascimento.

* Por que não reforçar o meio-campo? O Botafogo perdeu o setor. As opções não são incontestáveis, mas também não são tão ruins para serem descartadas por completo. Havia quatro volantes no banco (Patrick de Paula, Luís Oyama, Del Piage e Barreto). Nenhum deles podia entrar? Lucas Fernandes e Eduardo estavam claramente cansados e sobrecarregados. Outra alternativa seria colocar Matheus Nascimento no lugar de Eduardo e ter dois centroavantes, para tentar a vitória. Mas o técnico sequer mexeu no esquema.

* Por que o Botafogo tem semanas cheias para treinar enquanto o adversário (como o Ceará) faz jogo decisivo no meio de semana e é o time alvinegro que termina a partida pior fisicamente? O Ceará estava muito mais inteiro no fim e mais perto do segundo gol. O tempo de preparação deveria ser uma vantagem física para o Glorioso.

* Por que o Botafogo leva tantos gols de cabeça na pequena área ou próxima dela? Um time com dificuldades de fazer gol não deveria ser vazado com tanta facilidade.

* O Botafogo identificou, como provam as entrevistas anteriores de Luís Castro, a ausência de jogadores acostumados com a Série A. Por que não contrata neste perfil? A aposta é em jovens promissores como Luis Henrique voltando da Europa, atletas experientes de mercados alternativos como Eduardo e outros em fim de contrato como Adryelson. Não daria para contratar atletas com rodagem de Campeonato Brasileiro para ajudar no objetivo deste ano? É algo que faz falta.

* O projeto está aí e tem avanços que precisam ser destacados. O Botafogo de John Textor é mais forte, não tem reforços duvidosos de Série B ou divisões inferiores, não tem refugos empurrados por empresários, não tem penhoras, não perde jogadores facilmente, não tem problemas com salários, vai evoluindo em estrutura… Não pode é se comprometer por falta de resultados no futebol, então a hora de investir é essa, porque dia 15 a janela fecha, aí não vai ter mais jeito de corrigir as deficiências do elenco.

Fonte: Redação FogãoNET

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