* Técnico não ganha jogo, mas pode perder. Foi o que aconteceu em Botafogo 1 x 2 Remo, neste sábado, no Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro. Franclim Carvalho abusou do direito de errar.
* O pior é que já se acreditava que o treinador tinha aprendido com erros anteriores e que já havia passado pela fase de adaptação. Pelo visto, não.
* O problema é conceitual. O que fazer quando o Botafogo está ganhando, administrar vantagem ou tentar ampliar? Novamente o time não fez um nem outro. O que remete aos jogos contra Coritiba e Internacional.
* No futebol brasileiro, todo time quando está vencendo administra, gasta tempo, se protege. Levar gol tem que ser algo caro. Não é no Botafogo de Franclim Carvalho. Que, mesmo em vantagem, sofre contra-ataques, é vulnerável e fica exposto. Quer controlar com a bola, quer seguir jogando e deixando jogar, mas não consegue.
* Contra o Remo, o técnico errou feio nas substituições. Após um primeiro tempo em que o Botafogo venceu por 1 a 0 (poderia ser mais), a sensação era que tanto o time alvinegro quanto o Remo estavam perto do gol, em um jogo lá e cá. Eis que Franclim tirou Kadir (que brigava, incomodava e gerava espaços) no intervalo e colocou Edenílson.
* Pronto, sem força, o Botafogo já não estava mais perto do gol. Atacava com três jogadores sem explosão e sem capacidade de aproveitar os espaços deixados (Álvaro Montoro, Edenílson e Arthur Cabral). O volante entrou como praticamente um atacante.
* Ainda assim, o Remo também pouco atacava. Aí Franclim resolveu dar mais uma ajuda. Tirou Cristian Medina (um dos melhores em campo) e Alex Telles, colocou Allan e Marçal. Piorou e travou ainda mais a equipe, que não resistiu a uma perda de bola boba de Montoro e a uma falha de Bastos, levando o empate.
* Para completar o show de horrores, entrou Joaquín Correa no lugar do machucado Allan. Aí acabou de vez. Tucu, mais uma vez, nada acrescentou. O time ficou ainda mais exposto e levou a virada nos acréscimos. Resultado justo.
* Derrota na conta de Franclim Carvalho, que conquistou dois pontos em três jogos bem acessíveis em casa (Coritiba, Internacional e Remo). Vai fazer falta.
* O Botafogo convocou a torcida, chamou, fez questão, mais de 20 mil botafoguenses foram ao estádio e saíram decepcionados. É preciso corresponder dentro de campo, ou a desconfiança afasta o torcedor. Tomara que Franclim desta vez tenha aprendido a lição.