Pitacos: projeto do Botafogo segue interessante, mas não é demérito jogar de acordo com o adversário; por ora, é o necessário

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Pitacos: projeto do Botafogo segue interessante, mas não é demérito jogar de acordo com o adversário; por ora, é o necessário
Vitor Silva/Botafogo

* Em primeiro lugar, seguimos confiando no projeto de John Textor e de Luís Castro. É de um Botafogo forte, estruturado, vencedor, protagonista. Contudo, não é demérito admitir o estágio atual e jogar de acordo com o adversário. Muito pelo contrário. É mais prudente e é até a estratégia que deu certo, por exemplo, contra Ceará e Flamengo. Ainda não é hora do “Botafogo Way”.

* Nos últimos jogos, é possível ver um Botafogo querendo propor jogo (sem ter tanta qualidade), jogando de peito aberto e deixando espaços generosos para os adversários. Contra o Goiás, ofereceu contra-ataques até quando estava vencendo. Contra o Palmeiras, não se fechou, não amarrou o jogo, tentou sair. Contra o melhor time do Brasil, acabou goleado por 4 a 0.

* Não era o caso de “fechar a casinha?”. Luís Castro optou por um lateral-direito na esquerda, um lateral-esquerdo na ponta, um ponta-esquerda na direita e um ponta como centroavante. Em um time desfalcado e sem tanta confiança, tantas mudanças geram mais confusão. Foi o que aconteceu. Perder “só” por 4 a 0 acabou sendo lucro para o Botafogo, porque o Palmeiras tirou o pé no segundo tempo.

* Luís Castro tem boas ideias, é inteligente e merece respaldo. O projeto é a médio/longo prazo. Depende de mais estrutura, centro de treinamento, reforços, um time B consistente, uma base forte. Mas cabe também ao treinador perceber que seu time tem que atuar de acordo com o que o jogo pede. O Botafogo ainda não está no estágio de ser protagonista contra qualquer adversário em qualquer estádio. Ainda não há qualidade técnica, entrosamento, conjunto, força física e padrão para isso.

* O técnico poderia apostar mais em jogadores “com fome”. Falta intensidade e dinamismo no meio com Luís Oyama e Tchê Tchê. Com os jovens Kayque e Del Piage já foi diferente, deram outra cara. Assim como parecem querer mais espaço Vinícius Lopes e Chay.

* Outro problema recorrente está na marcação. O Botafogo nem sobe as linhas para pressionar nem desce as linhas para se resguardar. Fica em um meio-termo perigoso, no qual sobra espaço para bolas nas costas dos defensores, principalmente quando os lançadores adversários estão desmarcados. É preciso ter mais intensidade e atenção, além de melhor posicionamento.

* É normal haver a oscilação. É normal perder jogos no Campeonato Brasileiro (não em goleadas tão fáceis como essa do Palmeiras). É normal haver desconfiança. O que precisa ser normal também é reação, capacidade de transformar revolta por derrotas em motivação por vitórias, vontade de mostrar algo diferente. O Botafogo começou o Brasileirão melhor que o esperado, vive fase difícil, mas precisa retomar o que já fez de bom para se recuperar.

* Enquanto o time ainda é formado, é preciso conquistar pontos e ir se fortalecendo, admitindo jogar de acordo com a necessidade. Até que no curto prazo (em julho) cheguem reforços de peso e no longo prazo o “Botafogo Way” possa de fato ser implementado, sem significar risco tão grande de um jogo como esse contra o Palmeiras.

Fonte: Redação FogãoNET

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