* O que mais falta para o Botafogo entender que Neto não pode ser o titular? Aliás, não deveria nem fazer parte do elenco. O que mais ele precisa entregar? Já foram duas eliminações em Copa do Brasil (com falhas contra Vasco e Chapecoense) e uma no Campeonato Carioca (com falha contra o Flamengo). Já foram pontos deixados no Campeonato Brasileiro-2025 que impediram uma classificação direta para a Libertadores.
* Já são erros no Brasileirão 2026 que impedem a conquista de mais pontos. Teve falha também na Copa Sul-Americana. Até quando? Não dá para ficar insistindo para sempre, persistir no erro, ficar dando murro em ponta de faca.
* Só nesse Brasileirão, Neto já falhou contra Grêmio, Fluminense, Internacional, Remo e São Paulo. Fez nove jogos, errou em pelo menos cinco. Surreal. Por que tanta boa vontade? Sem serem confiáveis, Léo Linck e Raul saíram do time por muito menos.
* O pior de ter Neto no gol é a sensação que o jogo pode mudar a qualquer momento. Parece estar tranquilo, controlado, mas qualquer chute vira perigo. Ou gol. Como foi contra a Chapecoense na Copa do Brasil, e contra o Internacional no Campeonato Brasileiro. E como foi contra o São Paulo. O campo enlameado não absolve o goleiro, bastava afastar a bola para o lado, em vez de bater roupa.
* Ter jogadores assim no elenco significa que uma hora serão utilizados. Acontece com Neto. Acontece com Chris Ramos. Inacreditável a renovação, ou compra em definitivo, baseada em metas facilmente atingíveis. Quem paga essa conta?
* O centroavante espanhol nunca justificou a aposta, mesmo tendo feito alguns gols em sua passagem. Contra o São Paulo, teve a bola do jogo, chance de ouro para dar a vitória, e mandou na cobertura do Morumbi. Custa caro ter Neto e Chris Ramos, custa mais caro escalá-los e seguir perdendo pontos.
* Sobre o empate em 1 a 1 com o São Paulo, Franclim Carvalho foi jogar no Morumbi, com campo pesado e adversário difícil, da mesma forma que jogou contra o frágil Indepediente Petrolero na Bolívia. Com um time leve, técnico, franzino. Foi engolido no primeiro tempo e deu sorte de levar apenas um gol.
* No segundo tempo, novamente um time mais físico (e alto) o salvou. Kadir, Edenílson e Jordan Barrera entraram bem. Jogadores mais leves, como Huguinho, Álvaro Montoro, Lucas Villalba e Kauan Toledo saíram. Veio o empate no fim, poderia até vir a virada. É torcer para a comissão técnica entender melhor o que pede o jogo nas próximas vezes.
* Ainda assim, mais do que críticas, vale deixar elogios aqui a Franclim Carvalho. E ao time. Eles têm um mérito. Os problemas do Botafogo são intermináveis, mas o time não deixa de lutar, não desiste, não se rende (até mesmo na eliminação na Copa do Brasil tentou até o último minuto). Segue batalhando e busca resultados no fim. Estão honrando a camisa e segurando as pontas enquanto o clube resolve suas questões políticas e financeiras.