Pitacos: reflexões sobre o Botafogo B, que deveria ter apresentado mais; até que ponto vale o projeto?

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Pitacos: reflexões sobre o Botafogo B, que deveria ter apresentado mais; até que ponto vale o projeto?
Vítor Silva/Botafogo

* O Botafogo B treina há quase um ano, disputou Campeonato Brasileiro de Aspirantes e amistosos, se reapresentou em dezembro e se preparou para o Campeonato Carioca. O mínimo que se esperava era uma atuação melhor no jogo com o Audax, que terminou com derrota por 1 a 0, neste domingo, no Nilton Santos.

* A equipe comandada por Lucio Flavio mostrou pouco repertório ofensivo, baixa criatividade e foi vulnerável defensivamente contra um adversário de nível técnico ruim. Preocupante. A torcida queria ver um time corajoso, ousado, aguerrido, com jogadores tentando mostrar serviço e aparecer.

* Por incrível que pareça, quem melhor esboçou isso foi Darius Lewis, que entrou já no fim do segundo tempo. Teve coragem, buscou dribles, foi para cima, arriscou. O restante da equipe se contentou uma atuação burocrática, sem tentar criar dificuldades para o adversário.

* Mesmo assim, nesse estilo, o Botafogo era melhor, trocava passes, tinha algumas boas jogadas coletivas e parecia perto do gol. Até entregar a bola para Higor Leite fazer um golaço do meio-de-campo. Vacilo de Lucas Mezenga, Del Piage e Igo Gabriel, todos desligados no lance.

* Chamou atenção que o ataque do Botafogo praticamente não existiu. Quem esperava ver garotos ousados, com fome de bola e de gol, se frustrou. O ataque quase não produziu. Nem com as alterações.

* A derrota tem pouco impacto na temporada do elenco principal, mas deixa mais uma interrogação sobre o Botafogo B. Até que ponto vale continuar o projeto? Para perder jogos em competições oficiais, treinar e disputar amistosos, parece pouco. Ainda mais que a CBF acabou com o Brasileirão de Aspirantes e a Ferj “cortou as asinhas” de quem pretendia escalar times alternativos no Campeonato Carioca.

* Com um planejamento diferente, o Estadual poderia ser usado para usar reservas, jogadores com pouco, voltando de lesão ou procurando ritmo. Exemplos: Rafael, Joel Carli, Philipe Sampaio, Danilo Barbosa, Patrick de Paula, Gustavo Sauer, Luis Henrique, Matheus Nascimento etc. Mas, é claro, seria outra forma de se pensar, só poderia ser feito se planejado.

* Dito isso, ainda dá para tentar mais um pouco o Botafogo B. Para preparar jogadores e integrar os atletas que sobem da base. Mas é preciso subir a régua. A equipe sub-23 tem que jogar mais, mostrar resultados e atletas em bom nível de competição. Com todo respeito, é difícil imaginar os que atuaram diante do Audax tendo chance no elenco principal.

* Por fim, começou mal a parceria do Botafogo com a Ingresse. Em jogo de menos de cinco mil torcedores, com sol forte, inadmissível os botafoguenses terem que sofrer tanto para entrar no estádio. Longas filas, confusão e desorganização marcaram a estreia no Campeonato Carioca. Não dá. Que a pausa para mudança do gramada seja usada também para resolver, de uma vez por todas, os problemas no acesso.

Fonte: Redação FogãoNET

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