Pitacos: um ponto em três jogos tem que ligar alerta no Botafogo; falta estilo Joel Carli ao time

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Pitacos: um ponto em três jogos tem que ligar alerta no Botafogo; falta estilo Joel Carli ao time
Vitor Silva/Botafogo

* O Botafogo parecia embalar. Venceu Flamengo, Ceilândia e Fortaleza em sequência. Teria pela frente uma tabela não tão complicada. Mas foi aí que se enrolou. Diante de América-MG, Coritiba e Goiás, apenas um ponto conquistado em três jogos. Hora de ligar o sinal de alerta.

* Até é possível ver evolução no time, mas é bem aos poucos, diferente da velocidade que se espera e se exige no Campeonato Brasileiro. Tem mais entendimento, mais parte tática, mais troca de passes. Mas segue faltando ser mais efetivo.

* Há algo em comum que tem faltado nos jogos: liderança, postura‎, cobrança ao time e ao árbitro, imposição ao adversário. Características de Joel Carli. Um zagueiro que joga simples e é eficiente. Sem contar que é ótimo no jogo aéreo, outro problema alvinegro. Pode ser que não entre sempre, mas há diversas situações em que pode ser útil. Como, por exemplo, quando o Goiás colocou dois centroavantes juntos (Nicolas e Pedro Raul) e desmontou a defesa do Botafogo. Mesmo que não seja Carli, alguém precisa ser líder dentro de campo.

* Carli ainda sabe a importância de “zagueirar”. A hora certa de zerar a jogada e frear ataque do rival. Algo que Kanu não soube contra o Goiás. Foi pouco falado, mas veja nos vídeos abaixo que o defensor teve a bola controlável no lance dos dois gols do adversário. No primeiro, cortou mal de cabeça, podia dominar e tinha três opções de passe. No segundo, errou o domínio e deixou Patrick de Paula na fogueira, além de abrir um clarão às suas costas.

* O Botafogo tem dificuldade demais para agredir o adversário e, ao mesmo tempo, é facilmente atacado. Essa conta não fecha. O Goiás, bem defensivo, teve diversas oportunidades. Mas, a bem da verdade, o controle do jogo foi alvinegro. Houve equilíbrio no primeiro tempo até que nos últimos minutos saiu pressão e o gol de Victor Cuesta. Na etapa final, a partida parecia dominada, mas começou a mudar na saída de Vinícius Lopes.

* O atacante, que era bom escape pela direita, pediu para sair. Diego Gonçalves novamente entrou torto pela direita. Foi mole na bola, embora tenha sofrido falta, na origem do gol de empate. Não produziu ofensivamente. Depois entraram (também mal) Saravia e Patrick de Paula. Enquanto isso, o Goiás virou o jogo com boas atuações dos reservas Fellipe Bastos e Pedro Raul. O banco fez diferença.

* Cabe também entender a partida – outro ponto em que Joel Carli seria importante. O Goiás bateu o tempo todo, impediu progressões, segurou contra-ataques. Com a complacência do péssimo árbitro. Já o Botafogo não aperta a marcação, não faz faltas, não amarra o jogo. Quando um adversário faz gol, começa a cera, a cair jogadores, a enrolar. O time alvinegro segue o fluxo normal. Às vezes, é preciso desacelerar, seja com a posse de bola, seja com essa característica do futebol brasileiro da cera. O Botafogo não pode ser o único bonzinho.

* Houve pontos positivos, como as atuações de Lucas Fernandes (principalmente) e Hugo. E também de Vinícius Lopes. Seguimos acreditando que Del Piage pode ser mais útil. Entrega mais competitividade, dinâmica e intensidade que Tchê Tchê. Chay também pode jogar mais que os últimos cinco minutos. E Patrick de Paula precisa querer e mostrar mais.

* Por fim, é preciso falar de Luís Castro. Teve o que se sonha no Brasil, em relação a semanas cheias para trabalhar – ainda que não tenha estrutura e time ideais. Mas mudou a escalação a cada partida, não criou uma base, uma espinha dorsal. Segue procurando sua melhor equipe, mas já está na hora de encontrar. E, contra o Goiás, foi muito mal nas substituições. Não reagiu às alterações do Goiás, que se soltou e ficou com dois centroavantes. Mais uma vez colocou Diego Gonçalves torto pela direita. Porém, o pior mesmo foi colocar Patrick de Paula no lugar de Lucas Fernandes (deveria ser Chay) e Saravia na vaga de Daniel Borges. Não se sabe se os substituídos pediram para sair, mas eram os principais jogadores do Botafogo em campo. E os suplentes entraram muito mal.

* Agora, o Botafogo terá que trabalhar na pressão. Quebrou um pouco a sintonia com a torcida, que colocou 30 mil em uma segunda-feira à noite e saiu frustrada com uma virada decepcionante. Era jogo para ganhar. O time terá pela frente o Palmeiras fora de casa na quinta-feira. E nesta terça tem sorteio da Copa do Brasil. Um momento decisivo da temporada que pede rápida reação ao Alvinegro.

Fonte: Redação FogãoNET

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