O Botafogo vai enfrentar um clube com 113 anos de história, mas com pouca tradição no futebol sul-americano na segunda fase da Copa Sul-Americana. Fora a surpreendente campanha na Libertadores de 2014, quando foi vice-campeão, o “Nacional Querido“, do Paraguai, não assusta. Mas o Botafogo precisa ter atenção, obviamente.

Juan Manuel Salgueiro, ele mesmo, o uruguaio que não deixou saudades por aqui, é uma das figuras da equipe paraguaia. Em 2016, pelo Botafogo, Salgueiro fez apenas um gol em 29 partidas. Mas, pelo Nacional, no ano passado, foram 12 gols em 49 partidas. Na atual temporada, já com 35 anos, ele tem apenas dois gols em 19 jogos.

Nacional, de Salgueiro, eliminou o Mineros-VEN nos pênaltis, após dois 0 a 0

Outro nome bastante conhecido do “Tricolor” é o para lá de experiente Carlos Bonet, lateral-direito de 40 anos e com 78 partidas pela seleção paraguaia. Mas, sem dúvida, o principal nome do Nacional é o jovem atacante Adam Bareiro, de 21 anos, autor de 10 gols em 19 jogos na temporada. Ele é o artilheiro da equipe e o terceiro na tabela de goleadores do campeonato nacional.

O Nacional até faz boa campanha no Apertura, que está terminando e que já tem o Olimpia como campeão antecipado, com 50 pontos. Foram apenas quatro derrotas em 21 jogos, para Independiente-PAR (4 a 0), Cerro Porteño (5 a 0), Sportivo Luqueño (2 a 0) e Sol de América (1 a 0). Em quarto lugar, com 36 pontos, a equipe encerra sua participação justamente contra o Olimpia, domingo. Depois, só volta a jogar no dia 15 de julho, quando começa o Clausura.

Defensores del Chaco cheio, só na final da Libertadores-2014

Boa campanha em 2017

Se fez aquela história surpreendente na Libertadores-2014, quando foi até a final após passar na fase de grupos com a pior campanha entre os 16 classificados, o Nacional fez um bom papel na Sul-Americana do ano passado. Eliminou o Cruzeiro nos pênaltis na primeira fase, passou pelo Olimpia (com dois empates), Estudiantes (duas vitórias por 1 a 0) e só caiu nas quartas para o campeão Independiente, com duas derrotas (4 a 1 e 2 a 0).

Na atual edição, o Nacional passou pelo inexpressivo Mineros de Guayana, da Venezuela, nos pênaltis, após dois 0 a 0. E, para melhorar a situação, o time atua nas competições sul-americanas no grande Estádio Defensores del Chaco, que está sempre vazio, e não em seu acanhado Estádio Arsenio Erico, com capacidade para 7 mil torcedores – o regulamento exige capacidade mínima para 10 mil. É praticamente um campo neutro.

Chaveamento deixa caminho do Botafogo acessível até as quartas

O Botafogo, como todos nós sabemos, tem de levar a sério. Parece que quando enfrentamos uma equipe de menor expressão, a tarefa fica ainda mais complicada. Não tem jogo fácil para o Glorioso, não é mesmo? Mas o caminho do Fogão parece ser bem acessível até as quartas, quando pode reeditar um duelo histórico com o Peñarol. Queremos o bi, e ele é possível!

Saudações alvinegras!