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Vice revela números financeiros que mostram o tamanho do desafio do Botafogo

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Blog da Redação

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Vinicius Assumpção, vice-presidente geral e financeiro do Botafogo
Reprodução

Na última semana, em reunião do Conselho Deliberativo, o vice-presidente geral e financeiro do Botafogo, Vinicius Assumpção, revelou números relevantes do clube, que soam como desafios a serem resolvidos. O grupo político “Frente Alvinegra” divulgou o vídeo do dirigente falando sobre orçamento e plano de metas.

Entre os dados apresentados, estão dívida de quase R$ 3 milhões com concessionárias de água e luz, receita estimada de R$ 125 milhões na temporada e déficit anual de R$ 7 milhões por ano com o Estádio Nilton Santos.

Leia abaixo alguns dos tópicos apresentados por Vinicius Assumpção:

– “Temos como meta priorizar salários e tributos, o que estamos fazendo desde o primeiro dia de gestão. Conseguimos com arrecadação extra, de venda de atletas, pagar salários, colocando na conta do Sindicato, buscando estender acordo para incluir nele mais recursos e garantir o salário dos funcionários.”

Quando a gestão se iniciou, havia dívida de cerca de R$ 3 milhões (R$ 2,8 milhões) só com pagamentos de concessionários, como água e luz. O Botafogo pagou em torno de R$ 800 mil e colocou algumas sedes em dia. Há processo alto da Cedae no Nilton Santos, no qual está sendo buscado acordo e refinanciamento.

– Tentativa de reduzir custo financeiro da dívida. Entre juros de Profut, Ato Trabalhista, banco e mutuários, em torno de R$ 40 milhões são consumidos da receita, que é em torno de R$ 125 milhões, afetada por rebaixamento e Covid. “Fica praticamente muito próximo de colapso financeiro se nada for feito”, admitiu.

– Renegociação de dívidas tributárias, pagar para obter e manter CNDs.

– Criar plano de negócios para alavancar receita com patrocínio, produtos licenciados e sócio-torcedor. Comercial e marketing estão trabalhando nesse sentido e buscando empresa para operar sócio-torcedor.

– Apesar de não haver jogo, o Botafogo perdeu sócios, mas muito menos que outros clubes. “Tem 20 mil sócios, é uma vitória, quero parabenizar esses 20 mil ativos, que estão pagando e ajudando o Botafogo“, agradeceu o vice.

– Melhorar gestão do Estádio Nilton Santos. Gerar receita com aluguel, reduzir valor das contas públicas, aumentar receita com locação, exploração comercial e buscar parceiro para gerir. Estádio tem déficit de R$ 7 milhões por ano. É como se a cada dia gastasse R$ 20 mil para abrir o estádio.

– Tornar remo e esportes gerais autossuficientes. No futuro virarem receita para o clube. “Não pode ter projeto e não pensar que o clube pode ganhar royalties. É preciso trabalhar esporte olímpico como unidade de negócio“, explicou.

– Projetar melhor a imagem do Botafogo, ter associada à modelo de gestão governança com corporativa profissional

– Maior união e ampliação das receitas. “É natural da política as pessoas entrarem e fazerem críticas a gestões anteriores para justificar a busca por soluções. O presidente Durcesio Mello deu ordem, não cometer erros do passado, trazer todos os botafoguenses para nos ajudar. Esse momento é de processo de união. O que estamos fazendo é mostrar para fora toda essa profissionalização, quando contrata CEO com empresa de headhunter, apresenta série de processos, mostra imagem ao público externo que pode propiciar a chegada de futuros investidores, que é o grande objetivo, para poder alavancar a receita. O clube está com receita muito baixa, a força do Botafogo é muito maior que ela, podemos triplicar ou dobrar“, destacou Vinicius.

– Aumentar satisfação e confiança da torcida com time de futebol. “Talvez seja o nosso grande objetivo e grande desafio, sem dinheiro, em busca de receita nova, e com desafio de voltar ao lugar de onde não deveríamos ter saído. Vamos ter que subir com o apoio da torcida, sem o apoio dela não vamos conseguir, mesmo sem público no estádio. Já vem acreditando que estamos fazendo algo diferente, que não é a curto prazo, é a médio e longo prazo, mas alguém precisava fazer. É o principal desafio”, admitiu.

– Aumentar produção e diversificar conteúdo de mídia no clube. Outro desafio é trabalhar as redes sociais.

– Queda de receita muito grande, para R$ 125 milhões. O déficit é em torno de R$ 70 milhões. “Para quem tem dívida ultrapassando R$ 1 bilhão, se não resolver rápido, em busca de novos investimentos e receitas, pode ser uma pá de cal no cenário esportivo do Botafogo como clube de primeira linha“, argumentou.

Fluxo de caixa mensalmente deixa um buraco próximo de R$ 10 milhões. Busca por corte de despesas e novas receitas, evitando atitudes que possam gerar processos trabalhistas ou de rompimento de contrato de empresas.

– A previsão de receita é de R$ 125 milhões, mas se a direção não fizer nada, pode ser menor. Sem estar na Série A e sem transmissão da Globo, terá que incluir futuras negociações da marca, falta de visibilidade, renegociar patrocínios, placas e a receita de TV. Sai de R$ 80 milhões da Globo para R$ 6 milhões (no Campeonato Brasileiro). O Carioca teve queda, vai arrecadar 15% ou 20% esse ano em relação a 2020. “Isso é mortal, em campeonato que vem aumentando o prejuízo, pagando para jogar em todos os jogos“, lembrou.

– “Queremos trazer todos os alvinegros para esse processo de reconstrução. Não estamos achando que somente gestão vá resolver, todos os botafoguenses que queiram nos ajudar estamos de portas abertas para conversar, apresentar e escutar as soluções para o grave problema financeiro e estrutural que o Botafogo vive hoje em dia”, concluiu Vinicius Assumpção.

Fonte: Redação FogãoNET e Facebook Frente Alvinegra

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