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Botafogo: quando o comandado é melhor que o comandante

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Blog do Mansell

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Keisuke Honda, meia do Botafogo | Campeonato Brasileiro 2020
Reprodução/TV Globo

Os últimos dias foram marcados por um ambiente de tensão no Botafogo pela demissão do técnico Ramón Díaz. Pouco depois Keisuke Honda veio a público e se manifestou de maneira pesada contra a ação dos dirigentes. Depois o episódio foi contornado. Mas estamos diante de um clássico cenário no Botafogo em que o comandado é melhor que o comandante.

Honda fez carreira na Europa, onde não é muito comum diretorias como a de Nelson Mufarrej. Mas quando isso acontece nós vemos os jogadores se manifestarem de maneira muito firme e pesada. Quem não se lembra de Lionel Messi e Piqué atacando o estado de coisas reinantes que culminaram com a renúncia de Bartomeu no comando do Barcelona. Jogador de futebol na Europa não é vaca de presépio de dirigente. Se manifesta quando é preciso se manifestar. Principalmente aqueles que têm condições para isso.

Botafogo precisa recomeçar

Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo
Antecipar saída de Nelson Mufarrej seria algo positivo

Honda se manifestou por entender ser uma liderança no elenco pelo que representa. Se justificou falando em parceria. Está chocado com a incompetência da diretoria e de Nelson Mufarrej. Talvez nós já estivéssemos acostumados pelos últimos anos. Mas para ele foi um choque cultural.

O Botafogo precisa logo recomeçar. A torcida é para que dentro de campo Eduardo Barroca consiga isso. Fora de dele a torcida é para a nova diretoria encontrar o rumo. Por uma questão de dignidade e respeito ao Glorioso Mufarrej poderia já entregar a gestão ao novo presidente e facilitar o processo. Se isso não for possível de forma legal, que faça de forma prática. Mas enquanto isso não acontecer teremos que seguir convivendo com atitudes como as que levaram o clube a demitir Ramón Díaz.

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