O Botafogo estuda seu novo modelo de gestão. A informação, confirmada pelo vice-presidente financeiro, Luis Felipe Novis, em entrevista à Rádio Globo, mostra que a consultoria contratada com a ajuda dos irmãos Moreira Salles terá papel importante em todo este processo. Segundo o dirigente, o atual grupo político percebeu que é preciso agir rapidamente.

– Já havíamos concluído que o modelo tradicional de fazer operações de empréstimo de curto prazo para apagar incêndios, baseado em adiantamentos como garantia, é um modelo que não nos leva a muita coisa.  Tínhamos que procurar alternativas menos conjunturais e mais estruturais. E esse modelo é possível que surja em função do trabalho encomendado pela Ernst & Young, que apresentará uma proposta aos irmãos. A subsistência do Botafogo não depende exatamente disso, pois se mantivermos durante os próximos 20 anos administrações sérias e responsáveis, continuaremos mantendo o clube, mas num patamar muito abaixo do que se espera do Botafogo. O fosso do Botafogo e de outros clubes aqui do Rio, como Fluminense e Vasco, em relação a outros clubes do país, principalmente os grandes de São Paulo, vai cada vez aumentando e ficaríamos como mero coadjuvantes, disputando para não cair para a Série B… – explicou Novis.

O abismo a que ele se refere é financeiro, mas já está se refletindo na esfera técnica. Nos últimos anos o Botafogo tem se contentado com pouco, sempre amparado no discurso de que foi feito o possível com o material humano que se tem em mãos. A discussão não passa por continuar caminhando e sim pela maneira como os passos são dados.

Moreira Salles já ajudam forçando o pensamento empresarial

A dívida construída nas últimas gestões não se refletiu em conquistas grandiosas. Haja vista que o último título nacional foi em 1995. De lá para cá foram poucas alegrias, a maioria na esfera estadual. Pouco para quem por anos foi a base da Seleção Brasileira.

Independentemente de assumirem ou não o futebol do Botafogo, algo que só o tempo vai dizer se vai ou não acontecer, os irmãos Moreira Salles estão ajudando demais, conseguindo fazer dirigentes amadores tentarem pensar com a cabeça de gestores. Cabeça que muitas vezes só utilizam em suas empresas, onde a responsabilidade fiscal lembra que deslizes são sempre fatais.

Uma gestão diferente, tratando o futebol como o negócio que ele se tornou, mas sem esquecer que existe muita paixão envolvida em tudo isso, é uma necessidade no Botafogo. Algo para ontem…

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