Após algumas semanas afastado por conta de complicações de saúde, hora de voltar a discutir o Botafogo. A pausa para as partidas das seleções é importante para o clube, agora com Tite no comando da comissão técnica. Mas a maior preocupação é o discurso no Botafogo, que mostra teoria e prática em situações bem divergentes.
Vemos um presidente João Paulo Magalhães Lins falando em um ambiente bem mais leve, com os jogadores comprando o projeto. Ele deixa claro que o Thiagão é o maior gerente de futebol que tem para o momento alvinegro e manda quem não gostar “chiar à vontade”. Garante que os jogadores respeitam o cara demais e por aí vai.
Turma, isso funciona na teoria. Mas na prática o que vimos é um grupo que se tornou apático. Quem não saiu do jogo diante do Mirassol achando que aquele grupo ali tem problema não entende de futebol. Nem no auge da crise do social com John Textor o Botafogo foi tão apático. Entretanto a teoria não pega isso.
Discurso no Botafogo não combina com atual presidente

Deixemos Thiagão e outros da república de Bacaxá de lado e pensemos em Tite. Será que ele é o nome para trazer este elenco de volta a uma realidade? Será que podemos confiar nele? Se for um Tite que consiga organizar a defesa e o meio, já vai conseguir muito neste momento do Botafogo. Tratá-lo com um treinador ultrapassado por conta de alguns trabalhos recentes é ridículo. Ele pode sim fazer um bom projeto no Botafogo. O que me preocupa é se vai superar seu entorno.
MAIS! Moreira Salles e a lição em quem vai ajudar o Botafogo
Enfim, o Botafogo do discurso do presidente é o da teoria. Aquele que ainda não vimos dentro de fora de campo. A pausa da Fifa vai permitir sabermos se Thiagão e a república de Bacaxá está bem na fita. E também se Tite começa a atingir a meta. Que Deus proteja o Fogão!