Martín Anselmi é um bom técnico. Mas não pode se equivocar, como muitos fazem, de acreditar que o elenco que tem que se adaptar a ele. Na verdade, o treinador, que recebeu recados na partida contra o Naciona Potosí, é quem precisa adaptar o seu esquema tático ao perfil do grupo. Não se muda as características de atletas de uma hora para outra. Este tem sido o maior erro de Anselmi e que pode custar caro ao Botafogo.
Alguns treinadores têm estilo definido e não mudam. Fazem grandes trabalhos quando o perfil do plantel casa com o do grupo. Do contrário, temos coisas bizarras. Um bom exemplo é Fernando Diniz. Anselmi não pode cair neste erro. Sob pena de prejudicar a campanha do Glorioso e ainda queimar alguns atletas.
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Visivelmente Mateo Ponte não é zagueiro. Estamos falando de um lateral-direito que inclusive precisa evoluir na marcação, mas que gosta de avançar. Já fez um bom número de gols para um reserva. De repente este rapaz é colocado na zaga. Em janeiro, com transfr ban e vários problemas, era aceitável. Agora, é um risco.
O esquema com três zagueiros, se mantido, deve ter um terceiro nome para compor com Alexander Barboza e Bastos. Além disso esse esquema não pode deixar o Botafogo com apenas quatro no meio, sendo dois deles laterais. O Glorioso perde o meio todo jogo. Se quer os três zagueiros, varie para o 3-5-2.
Erro de Anselmi prejudica Montoro e Barrera

Além disso não dá para ter como saída de jogo apenas os giros do Danilo ou os lançamentos do Barboza. Tem jogos que o time parece um bando. Neste modelo, Álvaro Montoro é outro que vem sendo queimado. Fica perdido em uma parte do campo, quando deveria ganhar liberdade de criação. Algo que se resolve com o 3-5-2. Inclusive que evitaria se queimar um terceiro nome: Jordan Barrera, prejudicado pelo atual esquema.
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O Botafogo conta com bons valores ofensivos e vai ter ainda mais possibilidades com Joaquín Correa, que jogou alguns minutos na quarta, e quando retornar Santiago Rodríguez. É preciso saber usar e não queimar os atletas.