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Botafogo, Pepsi e Denilson: o que há de verdade na notícia que mexeu com a imaginação da torcida e virou meme?

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Boletim do C.E.

Boletim do C.E.

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Botafogo, Denilson e Pepsi: o que houve de verdade na história que virou meme na torcida?
Reprodução/Pepsi + Arte/FogãoNET

“A Pepsi vem aí!”. “Chega terça-feira com o Denilson!”. Qualquer torcedor do Botafogo que acompanhava notícias do clube na década passada, principalmente nas redes sociais da internet – o Orkut bombava na época -, já se deparou com essas afirmações e/ou viveu a expectativa desta contratação, que durou anos e acabou não se realizando. O Boletim do C.E explica o que de fato existiu nesta história que tanto mexeu com os alvinegros, que hoje se divertem com um verdadeiro meme (veja alguns exemplos abaixo em diferentes anos no Twitter).

O ano era 2006. O Botafogo tinha acabado de conquistar o Campeonato Carioca com show do artilheiro Dodô, no Maracanã, em cima do Madureira. O título fez a camisa do Fogão, na época também desenhada pela Kappa, ganhar o clique dos fotógrafos e parar nos posteres e capas de jornais com as marcas SupergasbrasPostos Ale, no espaço master e nas mangas, respectivamente. Mas é a partir deste ponto que começa toda a história. Dez dias depois de erguer o troféu, surge a notícia, publicada em um grande portal esportivo, de que um novo patrocinador poderia chegar a General Severiano para o Brasileirão.

Seven Up, marca da Pepsi, foi campeã brasileira com Botafogo em 1995

Este patrocinador seria a Pepsi e, na bagagem, o pentacampeão mundial Denilson, que defendia o Bordeaux, da França, poderia retornar ao futebol brasileiro e reforçar o Fogão se o acordo fosse concretizado. A coluna do FogãoNET procurou nos últimos dias várias fontes para elucidar este “folclore”. Mas adiantamos, muitos nem sequer lembraram desta manchete, inclusive o jornalista que assinou a matéria (acontece!). No entanto, conseguimos avançar.

De fato, Botafogo e Pepsi tinham laços muito estreitos por causa da parceria de grande sucesso vivida a partir de 1995, quando a Seven Up, marca da grande companhia de refrigerantes, estampou o manto alvinegro na campanha do título do Brasileirão conquistado no Pacaembu. O patrocínio, que começou logo após o fim do vínculo com a concorrente Coca-Cola em 1994, terminou em 1996. E desde aquele ano a união deixou um gostinho de quero mais, só não se sabia se era de cola ou limão. A superstição, característica comum nos botafoguenses, também aguçava o paladar.

Instagram do FogãoNET (@fogaonet)


Denilson? Dodô era o foco do Botafogo

A possibilidade voltou a ser cogitada dez anos depois pelo departamento de marketing. Em contato com a reportagem, Rivadávia Corrêa, coordenador do departamento de futebol do Botafogo, liderado por Manoel Renha na gestão Bebeto de Freitas, recordou vagamente as tratativas, que nunca saíram do estágio embrionário.

– O vice-presidente da Pepsi tinha, realmente, uma ótima relação com o Botafogo. Levou a Seven Up para o clube em 1995, mas em 2006 o Dodô era nosso. Foi um dos grandes atacantes que nosso clube já teve, além de ser muito importante para o grupo. Nosso foco era o Dodô. Estávamos com salários atrasados também. Bancar o Denilson seria muito complexo – disse o ex-dirigente alvinegro.

‘Denilson seria um excelente reforço’

José Talarico era o VP da companhia em questão. Amigo de infância de Carlos Augusto Montenegro, presidente do Botafogo no título brasileiro de 1995, foi peça fundamental para o histórico patrocínio e seria o contato para a retomada das negociações. Porém, as conversas, como sabemos, não evoluíram.

Mas não foi por falta de vontade do botafoguense Talarico. O desejo do alvinegro era ver a parceria ser bem mais duradoura. Ele também fez elogios a Denilson.

– Não me recordo dessa história. Lembro que anos atrás iniciamos o Projeto Seleção Pepsi e o Denilson era um dos nossos contratados. Ele filmou com o Guga um comercial do produto. Se dependesse apenas da minha vontade, como idealizador da parceria com o Botafogo, via lançamento de um produto no mercado (7 Up), o nosso contrato seria de dez anos. Naquela época, o Denilson, sem dúvida, seria um excelente reforço – disse Talarico.

Botafogo e Pepsi: apenas uma ideia após sucesso com 7 Up

Protagonista do meme, Denilson não retornou nossas ligações. O meia-atacante voltou ao Brasil no início de 2008 e vestiu as camisas do Palmeiras e do Itumbiara (GO). A aposentadoria veio em 2010, no Kavala, da Grécia. Hoje, “Denilson Show” é comentarista do Jogo Aberto, programa esportivo da Rede Bandeirantes.

Botafogo e Pepsi, apesar de nunca terem flertado publicamente, voltaram a virar notícia no ano seguinte, em 2007, todavia o patrocínio poderia vir em um formato diferente. Com a Liquigás, distribuidora de gás liquefeito de petróleo da Petrobras, como patrocinadora master, a marca de refrigerantes seria exibida apenas em bonés e publicidade estática, e ajudaria a trazer reforços para a Copa Sul-Americana. Colaborador da diretoria desde aquele tempo, Montenegro limitou-se a dizer para imprensa que era só “uma ideia que ainda seria desenvolvida”.

Honda: garoto-propaganda da Pepsi no Japão

Principal contratação do Botafogo para temporada 2020, Keisuke Honda foi recentemente garoto-propaganda da Pepsi. O camisa 4 do Fogão foi astro de comerciais da marca de refrigerantes em abril de 2019 no Japão para divulgar a “Japan Cola”. Quem sabe Honda não seja uma oportunidade de ouro para a uma negociação acontecer?

Assista aos vídeos abaixo:

Fonte: Redação FogãoNET

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