A pressão nos bastidores é grande. Ainda sem agradar ao torcedor botafoguense após a Copa do Mundo e cada vez mais próximo da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro (4 pontos), o Botafogo pode jogar, nesta quarta-feira, em Assunção, contra o Nacional-PAR, a permanência do técnico Marcos Paquetá.

Com apenas quatro partidas à frente do Fogão (uma vitória magra e três derrotas cristalinas), Paquetá vem sendo questionado em General Severiano. Segundo fontes ligadas à diretoria alvinegra, até mesmo uma vitória no Paraguai, pela Copa Sul-Americana, pode ser suficiente para interromper a curta passagem do profissional pelo clube. O Glorioso precisará jogar bem, mostrar consistência tática e convencer que a aposta no trabalho do veterano deve ser prorrogada.

“Mas como assim demitir um treinador com apenas cinco jogos?” O questionamento é instintivo e compreensível, afinal, o Botafogo não vai nada bem financeiramente. Todavia, segundo relatado ao Boletim do C.E, um dos fatores que colaboram para a demissão é justamente o baixo valor da multa rescisória de Paquetá. O temor de uma nova desclassificação precoce num torneio mata-mata (vaga nas oitavas da Sula vale R$ 1 milhão), assim como aconteceu com Felipe Conceição, e uma campanha ruim no segundo turno do Brasileirão, que começa em agosto, endossam o desligamento.

Mufarrej não banca permanência de Paquetá 

Na noite desta terça, já no Paraguai junto com o VP de futebol Gustavo Noronha, o presidente Nelson Mufarrej deixou aberto o futuro do treinador.

– Não é o momento de pensarmos nisso. Estamos aqui para dar uma força para um bom resultado amanhã, é um jogo difícil, na casa deles. Vamos pensar tempo por tempo, não vamos colocar a carroça na frente dos bois. O que vai acontecer? Eu não sei, estamos aqui para acontecer coisas boas, estamos lutando para isso – disse o mandatário em entrevista à Rádio Globo.

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