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Técnico do Barcelona-EQU quase trabalhou no Botafogo em 2020, já venceu o Flamengo na Libertadores e agrediu jogadores em campo

Carlos Eduardo Sangenetto

Por: Carlos Eduardo Sangenetto

- Atualizado em

César Farías, técnico do Barcelona-EQU | Libertadores 2026
Instagram (@barcelonasc)

Vamos para uma pequena viagem no tempo? Uma viagem nada boa, adianto. Fim de 2020, o mundo vivia a pandemia de Covid-19. O Botafogo estava sem técnico e começava a sucumbir para o terceiro e último rebaixamento da sua história. O mês era novembro. O clube procurava um treinador para o lugar de Bruno Lazaroni, que tinha assumido interinamente o Glorioso após a saída de Paulo Autuori. O nome escolhido? Um bem aleatório e fora do radar dos torcedores e da mídia: o venezuelano César Farías, atual comandante do Barcelona-EQU, rival do Fogão nesta terça-feira (3/3) pela terceira fase preliminar da Libertadores-2026.


A notícia da negociação pegou todos de surpresa. A imprensa brasileira criticou, caiu em cima. Galvão Bueno ironizou o currículo sem títulos, opinou dizendo que o Botafogo deveria procurar “nomes importantes”. Quem também comentou a busca inusitada foi o jornalista André Rizek, classificando Farías como “treinador pequeno” e a tentativa da diretoria alvinegra como “muito louca”.

A cartada, como vivemos e sabemos, não deu certo. César Fárias estava empregado, treinava a seleção da Bolívia nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2022. Segundo a imprensa boliviana, o Botafogo ofereceu R$ 460 mil por mês para toda a comissão técnica. No entanto, apesar da tentativa de empresários por uma liberação, a Federação Boliviana de Futebol bateu o pé, não quis acordo e comunicou a permanência do venezuelano.

Sem César Farías, Botafogo contratou Ramón Díaz

Bom, e o Botafogo, como ficou? O Botafogo tinha muita pressa no mercado. A situação estava feia demais. Ocupando a lanterna do Campeonato Brasileiro (20º lugar) com apenas 23 pontos, 72h depois da negativa da Bolívia, o clube anunciou a contratação de outro estrangeiro: o argentino Ramón Díaz, que por conta de uma cirurgia para a retirada de um tumor benigno na região da garganta não treinou o clube nem sequer uma vez. Tempos difíceis, ruim até de lembrar para escrever… E que fim deu Farías na Bolívia? Ele chegou a ensaiar entregar o cargo em fevereiro de 2022, mas permaneceu até o fim das Eliminatórias, amargando a penúltima colocação (9º), à frente apenas da Venezuela.

Por fim, três curiosidades. Botafogo e César Farías não se encontraram por pouco na temporada mágica e gloriosa de 2024. O técnico comandou o Junior Barranquilla, adversário alvinegro na fase de grupos, em jogos realizados em abril e maio, mas chegou apenas em setembro para liderar Los Tiburones. A respeito do currículo do profissional, um “título de expressão” finalmente foi conquistado em 2022. Farías levou o Aucas ao primeiro Campeonato Equatoriano de sua história, e, no ano seguinte, estava à beira do campo na memorável vitória sobre o Flamengo por 2 a 1 em Quito.

Só que a passagem pelo Aucas não terminou nada bem. Em um momento de fúria numa partida contra o Delfín em junho de 2023, Farías agrediu dois jogadores adversários, os argentinos Juan Pablo Ruiz e Braian Oyola, após receber uma trombada involuntária, natural, de jogo, na área técnica. Ele, obviamente, foi expulso, recebeu um gancho de 14 meses da Comissão Disciplinar da Liga Equatoriana e ainda foi demitido por “justa causa”.

Fonte: Redação FogãoNET

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