No próximo dia 21, a cessão do terreno para o Fluminense construir seu CT completará dois anos. Assim como na época da doação, hoje o local não exibe indícios de que qualquer estrutura será erguida. O mesmo ocorre com os espaços doados para a dupla Vasco e Botafogo, que fazem aniversário em abril. A inércia já incomoda a prefeitura, que notificou o trio cobrando explicações.

O Botafogo já se vê sob o risco de perder o terreno, localizado em Vargem Grande (ao lado do cedido para o Vasco). O clube respondeu com um ofício em que questiona a não liberação até hoje da verba de R$ 6,5 milhões para o início das obras.

— O Botafogo entende que, sem a verba de R$ 6,5 milhões, o contrato não está em vigência. A prefeitura sabe que nenhum dos clubes têm condições financeiras para dar início a essa construção — explica o vice jurídico, Domingos Fleury.

A prefeitura ainda não respondeu ao Alvinegro. Mas, como não há previsão para liberação de verba (uma possibilidade que não se confirmou antes mesmo da cessão do terreno), a solução pode ser a rescisão do contrato.

Ao doar os espaços para os três clubes, a prefeitura exigiu uma série de contrapartidas, todas envolvendo o uso do terreno para delegações participantes da Copa do Mundo e das Olimpíadas. O Fluminense acredita ter cumprido parte delas.

O Tricolor se reuniu com representantes da prefeitura e lembrou que cumpriu o pedido de ceder a sede das Laranjeiras para eventos relacionados ao Mundial de 2014. Além disso, o clube mostrou que já obteve a licença ambiental para dar início a etapa de aterramento do local, pantanoso como toda a área de Barra, Recreio e Vargens.

— Demonstramos que o Fluminense está partindo para a construção do CT. E dentro da legalidade — contou Pedro Antônio Ribeiro, vice de projetos especiais do Tricolor, que não cobra os R$ 6,5 milhões.

Apesar de o Vasco ter sido notificado, o presidente Eurico Miranda negou o fato para a reportagem. Já o Flamengo ficou a ver navios. Por já ter o Ninho do Urubu, negociava com a prefeitura a liberação de R$ 9 milhões, o que não se concretizou.

Fonte: Extra Online