A empolgação da torcida do Botafogo na internet, a recepção com com mais de 2 mil pessoas no aeroporto e a apresentação com cerca de 13 mil torcedores dificilmente vão sair da cabeça de Honda. Apresentado oficialmente pelo clube neste sábado, ele colocou o carinho como fundamental para o acerto.

– Para ser honesto, tive algumas ofertas da Europa e da Ásia, além do Botafogo. Não foi fácil decidir, porque muitos outros clubes também fizeram boas ofertas. Pensei o que era o melhor para mim e para a minha família. De início, decidir vir para cá porque as pessoas daqui estavam esperando por mim. Eles vieram, fizeram contato em todas as redes sociais. Senti essa emoção deles, essa animação no aeroporto. Eu nunca vi nada assim. Nunca vi algo tão bonito em toda a minha vida. Acho que essa paixão dos torcedores me fez decidir jogar aqui – explicou.

A recepção foi a maior que o japonês teve na carreira.

– Fui até pego de surpresa por tanta gente e tanta paixão. Nunca senti isso na minha carreira. Quando fui para o Milan, também houve muito torcedor e me senti pressionado. Ontem, foi maior ainda. Quando fui para o México, achei que não tinha tanta pressão porque não dava para ser maior do que no Milan. Agora, não. No Brasil, como japonês, penso no que posso fazer. Sinto essa pressão e gosto disso. Quero retribuir a todos – afirmou.

Perguntado sobre em qual posição prefere jogar, Honda deixou claro que quer ser um organizador.

– No Botafogo, posso jogar conduzindo o jogo, porque temos muitos atacantes bons e jovens. Por isso, quero aproveitar essa qualidade desses jovens. Quero ser um armador, um meia-atacante para ajudá-los – destacou.

Fonte: Redação FogãoNET