A sexta-feira foi um dia de definição para o 2020 do Botafogo. Em Assembleia Geral realizada no Ginásio Oscar Zelaya, em General Severiano, os sócios do Alvinegro aprovaram a mudança estatutária para que o futebol do Glorioso adote o modelo de clube-empresa.

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A votação, iniciada às 9h, durou pouco mais 12 horas, com uma tolerância de 15 minutos em relação ao horário previsto de encerramento (21h).

A apuração terminou pontualmente às 21h, e o resultado foi anunciado pouco depois: 425 votos, sendo 415 a favor, oito contra, um branco e um nulo.

— É mais um passo. O caminho é longe, árduo, mas de esperanças. Todos da diretoria estamos esperançosos. Acredito muito nessa equipe. Teremos grandes dias pela frente. Essa é uma forma muito interessante do botafoguense dizer que acredita — declarou Edson Alves Junior, presidente do Conselho Deliberativo do Botafogo.

O maior movimento ocorreu pela manhã, mas dezenas de torcedores compareceram entre a tarde e a noite para votar. O sistema foi simples: uma cédula de votação era entregue aos sócios com um resumo da proposta. Bastava marcar “sim” ou “não”. Ex-presidente do clube, Carlos Eduardo Pereira esteve no ginásio durante a noite.

“Referendar a decisão por aprovação unânime do Conselhos Deliberativo, sobre nova estrutura societária para assumir o Departamento de Futebol Amador e Profissional, com reestruturação da dívida e cessão de contratos, cotas de participação, direitos de participação nas competições, patrocínios, uso do estádio Nilton Santos e do Centro de Treinamento, cessão dos contratos de jogadores e demais profissionais do futebol e correspondente autorização para o Conselho Diretor praticar todos os atos necessários à efetivação”, dizia a proposta da cédula.

— Esperança de melhora (o projeto). O Botafogo é muito grande e não pode passar o que está passando — diz Guilherme Roseira, sócio do clube presente em General Severiano. Ele afirmou que votaria “sim” na proposta.

A consulta aos sócios era a última formalidade antes do início do projeto, que envolve a criação de uma empresa, a Botafogo S/A, para gerir o futebol do clube e captar potenciais investidores. Os focos dos investimentos seriam aportes no futebol e pagamento de dívidas. Com a separação entre o clube social e o setor de futebol, a intenção é que a empresa pague royalties ao primeiro, de forma a manter a sustentabilidade do clube como um todo.

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A proposta é conduzida por um Conselho Diretor, que tem entre os líderes o ex-presidente do clube Carlos Augusto Montenegro. Influente, o ex-dirigente foi um dos que socorreram financeiramente o Botafogo ao longo do ano. A intenção é acelerar com os trâmites burocráticos e colocar o novo CNPJ de pé o mais breve possível. De preferência em janeiro, antes que as inscrições em competições comecem.

O Botafogo trabalha com 200 milhões de investimento mínimo para ouvir futuras propostas de investidores. Deste valor, um montante específico deverá ser reservado a contratações de jogadores anualmente.

Antecipadamente ao projeto e às propostas de investidores, o clube trabalha para enxugar as despesas com jogadores.

A política de contratações para 2020 envolve aquisição de jogadores de baixo custo (ou custo zero) e que não possuam altos rendimentos. A ideia é não ultrapassar a faixa salarial de 150 a 180 mil.

Em entrevista à Rádio Brasil no início deste mês, Montenegro falou em baixar a folha salarial do elenco de R$ 3 milhões para apenas R$ 1 milhão.

— O desenho para 2020 é pior, Botafogo é um paciente que está moribundo na UTI, ligado por fios, a máquina está funcionando, e ele não consegue mais se mexer sozinho — afirmou.

Fonte: Extra Online