Maurício Assumpção partiu para o ataque. Essa foi a impressão deixada pelo presidente do Botafogo no programa “Bola da Vez”, da ESPN Brasil, exibido na noite desta terça-feira. Sabatinado uma semana depois de ser revelado que a empresa de seu pai recebia comissão na cota do maior patrocinador do clube em sua gestão, ele disparou contra os rivais políticos no clube – que terá eleições em novembro – e tentou justificar o aumento substancial das dívidas durante seus quase seis anos de mandato, que pulou de R$ 230 milhões para R$ 700 milhões.

– Uma empresa já teria fechado as portas, mas é a realidade do Botafogo e de outros clube. Está se tornando cada vez mais impagável – ressaltou Assumpção, que admitiu nos últimos oito meses não ter pago impostos esperando a aprovação do Proforte, rebatizado de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, ainda não aprovado e que propõe o refinanciamento das dívidas dos clubes com a União.

– Ou pagava ou fechava.

A votação da lei foi adiada e só acontecerá após as eleições de outubro. Na semana passada, antes do clássico contra o Flamengo, os jogadores do Botafogo entraram em campo com uma faixa cobrando uma posição da diretoria com relação aos vencimentos atrasados. A faixa dizia: “Estamos aqui por somos profissionais e por vocês torcedores”; E cobrava o pagamento de três meses de salários atrasados, cinco de direito de imagem e mais o depósito do FGTS. No fim de semana, após o empate com o Cruzeiro, o atacante Emerson voltou a criticar a diretoria pelos problemas financeiros.

Criticado por seus opositores pela postura passiva diante da perda do Engenhão, o que dificultou ainda mais as finanças do clube no último ano, ele revelou que vai entrar ainda nesta semana com um processo para o alvinegro reaver o dinheiro que deixou de receber.

– Nós contratamos um escritório, que fez um levantamento de quando poderíamos receber. O Botafogo vai entrar com uma ação nesta semana, mas ainda vai decidir contra quem. O escritório nos explicou que não adianta o Botafogo dizer o quanto pode receber. É preciso provar com uma auditoria externa. Hoje, sabemos o caminho a seguir – afirmou.

Após dois mandatos, o presidente deixará o cargo em dezembro. Em novembro, o clube terá eleições e ele fez uma relação entre as cobranças que vem sofrendo com o momento político. Ao comentar o caso da comissão que a empresa de seu pai recebeu do Botafogo, ele destacou a legalidade, mas foi crítico com dois opositores políticos no clube que teriam indicado empresas para patrocinar o alvinegro em busca de comissões.

Ao comentar as vaias que tem recebido da torcida do Botafogo, ele destacou que um dos candidatos tem relação com organizadas e chegou a oferecer um cargo no clube a um líder da torcida.

Fonte: Extra Online e Globo Online