O Botafogo está envolvido numa disputa inusitada que nada tem a ver com a Série B do Campeonato Brasileiro, mas com o passado. Ao encaminhar ao Conselho Deliberativo o pedido de expulsão do ex-presidente Mauricio Assumpção do quadro social, a atual diretoria mexeu numa velha ferida. Mauricio reuniu reportagens publicadas nos últimos meses e, enfim, quebrou o silêncio.

– Constituí um advogado para me defender. Já não estão criticando a minha administração. Estão me chamando de ladrão. Vou responder à altura – disse o dirigente.

Mauricio é acusado de improbidade administrativa, favorecimento a amigos e empréstimo sem especificação acima de R$ 20 milhões junto à Odebrecht.

– Como não sabem onde está o dinheiro da Odebrecht? Está lá no Botafogo. Há dois meses, me coloquei à disposição do conselho fiscal para tirar dúvidas. Nunca me ouviram, nunca me procuraram.

O ex-presidente, que ganhou o título de sócio proprietário de seu pai, já falecido, não quer discutir com a diretoria alvinegra pela imprensa. A briga vem de 2011, quando Mauricio Assumpção acusou a chapa do atual presidente, Carlos Eduardo Pereira, de ter falsificado assinaturas para conseguir a adesão dos 140 nomes exigidos pelo estatuto para a inscrição e a disputa da eleição, em novembro daquele ano. Mauricio ganhou aquela briga e o caso virou inquérito policial.

– É vingança – afirmou o ex-presidente. – Querem me expulsar do quadro social? O título que ganhei do meu pai continuará comigo. Eu sempre disse que não voltaria à política do clube.

Fonte: Blog Extracampo - Extra Online