Assumpção esclarece motivos: ‘Situação financeira vinha servindo de desculpa’

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Por FogãoNET

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A crise no Botafogo ganhou mais um capítulo. Um dia após o time entrar na zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro, quatro jogadores foram dispensados: o atacante Emerson Sheik, os laterais Júlio César e Edilson, e o zagueiro Bolívar. O presidente do Alvinegro, Maurício Assumpção, afirmou que a decisão foi meramente técnica e não por indisciplina.

Os quatro atletas chegaram a comparecer no treino do time na manhã desta sexta-feira. No entanto, o gerente de futebol, Wilson Gottardo, foi ao campo e conversou com os jogadores, que logo deixaram o gramado com semblantes fechados.

– Estamos rescindo o contrato, não é um afastamento. São questões técnicas. É uma decisão que eu vinha amadurecendo e tomei junto com o vice de futebol. Sobre as razões para isso, o que houve, tudo fica por conta do problema financeiro, que não é só do Botafogo. Alguns clubes têm situação semelhante, mas no Botafogo parece que é motivo exclusivo para tudo dar errado. Vinha servindo de desculpa para coisas que não concordo – falou.

O presidente eximiu o técnico Vagner Mancini de qualquer responsabilidade pelas saídas. Segundo o dirigente, o treinador entregou o cargo, mas a demissão não foi aceita.

– Essa decisão é não do treinador, mas exclusivamente do presidente. Mancini colocou o cargo à disposição e eu não aceitei, porque ele é a única pessoa que pode reverter a situação do Botafogo. Graças a Deus ele aceitou continuar – explicou Assumpção.

O mandatário informou que não entendeu porque os jogadores estiveram no clube nesta sexta-feira. Todos haviam sido informados da rescisão na noite de quinta-feira, assim como seus respectivos agentes.

– Foram comunicados ontem à noite. Mas se vieram para o treino devem ter tido suas razões. Mas não eram para estar aqui – afirmou o dirigente.

Com a saída de Edilson, o Botafogo soma agora a perda de três laterais-direitos, já que Lucas e Gilberto já haviam saído. Já na ala esquerda, só permaneceu Junior César com a dispensa de Júlio César. Na defesa, sem Bolívar, restaram André Bahia, Dankler e Matheus Menezes.

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