Assumpção explica ‘ameaça’ a Dilma: ‘Se seguir assim, clubes fecharão as portas’

Compartilhe:

O presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção, explicou na noite desta sexta-feira em entrevista ao programa “Olha o gol!”, da Rádio Globo, as notícias de que havia “ameaçado” abandonar o Campeonato Brasileiro em reunião com a presidenta Dilma Rousseff caso o programa de refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes não fosse aprovado. O Botafogo, atualmente, está com 100% da receita penhorada e vive numa gravíssima situação financeira.

– Ela me perguntou o quão grave era a situação dos clubes. Eu disse: “Presidenta, você já viu alguma empresa se recuperar com penhora de 100% das receitas? Se não resolvermos, vou pedir licença para sair do campeonato.” Foi dentro desse contexto que eu coloquei isso para ela. Não é só o Botafogo, outros quatro ou cinco clbes estão passando por essa situação, levantaram a mão quando ela perguntou. Estou falando há um ano que vai ter clube que vai fechar as portas. E vai mesmo! Não é historinha que estamos contando. Dentro desse contexto, usei essa figura forte para mostrar que a situação é realmente grave – disse Mauricio, que elogiou o conhecimento mostrado pela presidenta Dilma:

– O que me impressionou muito foi o nível de conhecimento do problema que a presidenta nos mostrou. Ela está absolutamente inteirada sobre o que está acontecendo com os clubes brasileiros. Quando tivemos oportunidade de falar, mostramos que temos que discutir calendário, torcida, receitas, salários… Mas para discurtimos tudo isso, precisamos resolver o problema imediato que são as dívidas fiscais do clube. Esse é o grande fantasma que assombra todos nós. Em determinado momento, mostramos que caso isso não se resolva emergencialmente, qualquer discussão não aconteceria porque os clubes simplesmente fechariam as portas. Como determinação da presidente, foi criada ma comissão presidida pelo Ministério do Esporte para que a gente possa fechar um projeto em que ainda esse ano, possivelmente em setembro, seja aprovado no Congresso. E depois disso, aí sim fazer um grande debate sobre as questões do futebol.

O dirigente alvinegro explicou que o programa de refinanciamento não é puramente um perdão da dívida, mas sim uma necessidade urgente dos clubes para que não se agravem ainda mais.

– Independente da taxa de juros que se vá fazer, se não fizer algo dentro de uma realidade que os clubes possam pagar, então é melhor não fazer nada. Isso foi deixado bem claro. Essa comissão será determinante para definirmos essa questão. O mais importante de tudo é que o que a gente precisa provar hoje é parcelamento, tempo de parcelmaneto, como os juros serão pagos, estabelecer um limite para não comprometer a receita, e as contrapartidas que devemos fazer. Não adianta entrar num refinanciamento e deixar de pagar depois, ficar devendo depois. Existem uma série de responsabilidades que o clube assume incluindo que série de campeonato eles vão disputar. Desde o início dissemos que não queremos perdão de nada, queremos pagar o que devemos e que deveria existir uma contrapartida para que os presidentes tenham comprometimento de assumir o que foi assinado. O clube que não apresentar o pagamento direitinho, não disputa o campeonato, cai de divisão. Simples!



Fonte: Redação FogãoNET
Comentários