O Bola da Vez desta semana recebe Mauricio Assumpção, Presidente do Botafogo. Entre outros assuntos, ele falou sobre o patrocínio do clube que é ligado a sua família. Segundo ele, o contrato é legal e não fere o estatuto do clube. Além disso, ele ressaltou que se sente tranquilo com a situação e que não houve nada de errado no processo: ‘Saio da mesma forma que cheguei ao clube’.

– Esse patrocinador era cliente da empresa do meu pai e do meu irmão. E da mulher do meu pai, não é minha madrasta porque minha mãe está viva. Não foi montada ontem ou anteontem, tem muito tempo. Eles têm clientes no ramo de bebidas, que não tem gás. Meu irmão me perguntou se tinha interesse, coloquei em contato com o Departamento de Marketing. Feita essa etapa, coloquei para conversar com o Diretor Executivo do Botafogo a questão dos rendimentos. Porque são uma empresa e trouxeram um cliente. Assim é o mercado, a remuneração foi de 5%.

– Quando acabou isso tudo, perguntei se o Jurídico havia sido consultado. É legal, o Estatuto não condena, a operação pode ser feita. A questão era minha, fazer ou não o negócio do Botafogo. Começou com uma propriedade pequena, hoje é um dos cinco maiores patrocínios do Brasil.

– Como eu presidente vou me sentir? Aí é faz ou não. Ouvi coisas do tipo arruma outra empresa e coloca no lugar da do teu pai. Falei que não ia arrumar laranja, não tinha nada para esconder. Como teve ex-diretor do Botafogo, de nome Marcelo Guimarães, perguntando se eu não queria colocar a empresa dele como intermediadora. Eu disse que era impossível. Todo mundo sabia que a empresa do meu pai e meu irmão trouxe. Eu decidi fazer e sabia todas as implicações e consequências, dos questionamentos. Nesse instante, precisava definir como eu ia me sentir com essas cobranças. É como me sinto hoje, tranquilo, porque saio do Botafogo da mesma forma que entrei, com uma casa de campo, um apartamento que alugo, um carro e meu consultório odontológico.

Fonte: ESPN.com.br e Redação FogãoNET