De volta à temida zona de rebaixamento e sofrendo com o atraso salarial, o técnico Vagner Mancini busca uma maneira de fazer com que seus atacantes voltem a encontrar o caminho do gol. Já são seis rodadas sem que nenhum jogador de frente do Botafogo balance as redes adversárias.

A última vez que isso aconteceu foi no dia 28 de maio, antes da Copa do Mundo, quando o Botafogo derrotou o Palmeiras, em Presidente Prudente (SP), por 2 a 0. Na ocasião, o paraguaio Zeballos marcou o segundo gol.

A falta de eficácia do ataque vem preocupando Vagner Mancini, que tem intensificado os treinos de finalização, mas com poucos resultados, visto que a equipe marcou apenas três gols nos últimos seis jogos, sendo dois com o lateral-direito Edilson, que vem jogando no meio-campo, e um com o volante Bolatti.

Contratado como homem-gol alvinegro, El Tanque Ferreyra chegou no início do ano bem cotado, já que havia sido de vice-campeão da Libertadores em 2013, mas, definitivamente, não agrada ao treinador. No jogo contra o Atlético-PR, Mancini preferiu não ter um atacante de área no banco a relacionar o argentino, que marcou cinco gols em 14 jogos pelo clube.

Os problemas ofensivos não se resumem ao período pós-Copa. Nas 14 rodadas do Brasileiro, os atacantes só marcaram em 35% das partidas. Em todo o ano, foram 40 gols em 37 partidas, média de apenas 1,08 por jogo.

O aproveitamento alvinegro no ano é muito ruim. Em 37 jogos, venceu apenas 10, empatou 10 e perdeu 17, o que resultou em más campanhas no Carioca e na Libertadores, além do próprio Brasileiro.

Clube paga um mês de salários

Os jogadores receberam ontem um mês de salário, referente ao registrado em carteira. O dinheiro foi liberado na Justiça pelo Sindicato de Empregados de Clubes do Rio (Sindeclubes).

Foram R$ 2,5 milhões que não passaram pelas contas do Botafogo, que ainda deve dois meses de salários em carteira e seis de direitos de imagem.

A ajuda do sindicato é comum para o clube. Nos últimos três meses, o Botafogo usou o artifício para pagar aos jogadores e evitar uma possível debandada de atletas, que, quando completam três meses sem salários, podem pedir o passe na Justiça.

Fonte: O Dia Online