Em campanha para voltar à Série A, o Botafogo vive, fora das quatro linhas, um ambiente político quente após o pedido de expulsão do ex-presidente Maurício Assumpção. Tido como principal culpado pelos problemas atuais do clube, o dirigente não tomou todas suas decisões sozinho na visão de outro ex-presidente. Para Bebeto de Freitas, o Botafogo convive com um “cinismo político”, que atrapalha o seu desenvolvimento.

— As pessoas que estão no poder hoje, estiveram na administração do Maurício e se esquecem disso. Esse cinismo que existe no clube atrapalha. O Botafogo está nessa situação pois há um grupo de pessoas dentro do clube que não possui a menor responsabilidade — disse Bebeto ao “Jogo Extra”.

O ex-presidente não deixa de criticar as decisões tomadas por Assumpção durante sua administração. Bebeto questiona as movimentações financeiras feitas e cobra uma severa auditoria sobre as contas do clube.

— As contas precisam ser investigadas. Não só no ano passado, mas em toda a administração. O Seedorf chegou com um salário milionário, mas ninguém questionou como isso seria pago. O Botafogo poderia ter quitado toda sua dívida com o que recebeu na administração dele.

Crítico do passado, Bebeto tem pé atrás com o presente e o futuro do Botafogo.

— O atual presidente já defendeu o Maurício. O vice de futebol (Antônio Carlos Mantuano) foi vice-presidente do Assumpção. Os interesses mudam de acordo com a ocasião. Isso tudo é jogo de cena — avaliou.

Perguntando sobre a atual situação política no Botafogo, Bebeto desabafou:

— Que política? Não tem política no Botafogo. Se você quer política, abre para a torcida participar. Mas os que estão ali tem medo, pois sabem que novas figuras podem surgir. Eles querem abafar isso tudo.

Presidente entre 2003 e 2008, Bebeto foi questionado por operações financeiras feitas durante a sua gestão, também sendo alvo de um pedido de expulsão do clube. O ex-presidente teve sua situação julgada por conselheiros que votaram por sua manutenção como sócio.

Fonte: Extra Online