Bebeto de Freitas faz críticas a Carlos Eduardo Pereira, que dá dura resposta

Compartilhe:

Uma guerra política entre presidentes. O site “Globoesporte.com” publicou nesta segunda-feira uma crítica de Bebeto de Freitas a Carlos Eduardo Pereira e uma dura resposta do atual mandatário do Botafogo.

Bebeto de Freitas reclamou da falta de patrocinadores e de a atual diretoria não aceitar ajuda, em um clube “comandado por 500 pessoas”. Confira:

– Esse senhor (Carlos Eduardo Pereira) que chegou agora é um dos que se mantiveram à frente do clube justamente no período em que tinha chance de sair para frente. O que ele está fazendo é tentar de todas as formas encontrar algumas soluções que, para tê-las, precisa pensar primeiro no clube, na entidade, na associação… Nós sempre imaginamos levantar alguma coisa no Botafogo construindo a cobertura primeiro. E o que vem antes da cobertura é a garagem. Se você não tiver seu dever de casa feito vai ter problemas. O Botafogo é um clube muito fechado, em que 400, 500 pessoas dominam no ponto de vista político, e com isso está perdendo a força que sempre teve. (…) Eu nunca abandonei. Você pode abandonar muita coisa, menos o Botafogo. Agora, frequentar eu não frequento. Porque são pessoas que, algumas delas, não todas, não posso generalizar, não merecem estar à frente de um clube como o Botafogo. E isso que a gente lamenta. A única forma que o clube tem de crescer é através de sua torcida, seus apaixonados e pessoas que não medem esforços para ajudar. E essa ajuda ela tem que ser em quantidade e não em qualidade. E no Botafogo, tem algumas pessoas que têm recursos, por questões próprias, e ajudam em momentos de dificuldades. Mas não transformam essa ajuda em alguma coisa que seja benéfica para a instituição. Estamos agora lutando para tudo, por patrocínio, por uma série de questões que a grandeza do clube não merecia estar nessa situação.

– O Botafogo está onde quis estar. O Botafogo chegou à situação financeira que está porque quis. O próprio presidente assim o quis. No momento que o Botafogo teve a única possibilidade, e eu estou falando lá atrás, de 2008, de pegar as certidões negativas, tudo isso… O clube foi entregue em 2008 com toda a dívida solucionada. Cível, trabalhista, toda renegociada, com todas as certidões negativas que se precisava e, principalmente, com um estádio que teria todas as condições de arcar com todo esse custo financeiro que tem e vai ter por muitos e muitos anos em função de administrações que nunca se preocuparam com o Botafogo. As pessoas esquecem, têm memória curta, mas o Botafogo foi o primeiro clube a ter uma questão das certidões, e nós tivemos o patrocínio de uma estatal, da Liquigás. Porque tínhamos todas essas questões resolvidas e apresentadas. E nós não sabemos o que aconteceu no Botafogo. Ninguém sabe o que acontece. Eu sei da ação que o Botafogo foi condenado por sonegação de R$ 128 milhões. Imagine um clube como o Botafogo sonegar R$ 128 milhões. A gente fica dando voltas, e ir à fundo ninguém vai. E o Botafogo vem se apequenando por conta das pessoas que estão lá.

A resposta de Carlos Eduardo Pereira foi forte.

– Só posso dizer três coisas para ele. Primeiro que é uma mentira deslavada de que ele deixou o clube equilibrado. Se tivesse, eu não estava com as contas todas bloqueadas por uma ação do Túlio Lustosa, que foi um jogador da gestão dele. Se ele quer fazer algo, que se apresente na 74ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro e assuma a responsabilidade pelas contas não pagas, assim certamente vou liberar as minhas contas. Em segundo lugar, não sei se ele fala como funcionário de outro clube, porque ele abandonou o Botafogo para ser diretor de outro clube de Minas Gerais durante o final da presidência dele. E terceiro, se ele quiser voltar a frequentar o Botafogo, primeiro ele tem que repor o dinheiro das notas frias pelo qual foi condenado no Conselho Deliberativo. Ele nunca se apresentou para depor e nem explicar essas notas frias. É uma pessoa que tinha que esquecer o Botafogo depois de tudo o que ele fez, depois daquele “chororô”, um dos episódios mais lamentáveis da história do Botafogo. Realmente não dá para perder tempo com o Bebeto de Freitas, ele tem que parar de apontar o dedo para os outros enquanto não olha para o que fez.

Fonte: Redação FogãoNET e Globoesporte.com

Comentários