Sem opções, diante de importantes desfalques, Eduardo Barroca deverá recorrer a mais um jovem que trabalhou com ele na categoria sub-20 do Botafogo: o volante Rickson, de 21 anos, deverá ocupar a vaga de João Paulo, suspenso, no duelo com o Corinthians, no próximo domingo, em Itaquera.

O jovem jogou por oito minutos nas vitórias sobre CSA e Fluminense (quatro em cada) e neste confronto tem grandes chances de estar ao lado de pratas da casa como Marcinho, Marcelo Benevenuto, Gustavo Bochecha e Lucas Campos.

Este, aliás, com a boa atuação na vitória sobre o Athlético-PR, ficará com a vaga de Pimpão.

Esse é o Botafogo, na minha avaliação, a grande surpresa do Brasileiro até essa 14ª rodada.

Um time que nasceu de um elenco desacreditado, num clube endividado, sem recursos para pagar os salários em dia e montado por um jovem treinador que há dois anos aguardava a oportunidade de colocar em prática ideias de jogo já testadas e aprovadas nas divisões de base do próprio clube.

O time alvinegro é o sétimo colocado, mas apenas quatro concorrentes têm mais vitórias (oito a sete) e só o líder Santos venceu mais jogos como visitantes (4 a 3).

Os alvinegros têm as mesmas três do Palmeiras e duas a mais que o Flamengo.

E como se não bastassem os números alcançados com um elenco tão pouco atraente, o conceito de jogo apresentado está entre os mais interessantes.

Segundo o Footstats, o Botafogo, ao lado do Athlético-PR, o que menos empatou (um), sinal de que não negocia o resultado.

Fato bem relevante se somado à pompa de ser também o segundo time que mais sofreu faltas (218, contra 226 do Corinthians) e o segundo também que menos as cometeu (157, média de 11,2 por jogo), atrás apenas do Atlético-MG (149, 10,6).

Com o que tem em mãos, Barroca vem fazendo o que poucos acreditavam.

E sem ignorar sua obrigação com o espetáculo.

Vote na enquete abaixo:

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online