Jogar o amistoso contra o Shandong Luneng, da China, no Engenhão de portas fechadas é apenas mais um dos prejuízos que o Botafogo ainda terá com o estádio. O Alvinegro assumirá a antiga casa já sabendo que precisará devolvê-la em pouco tempo. Com isso, o presidente Carlos Eduardo Pereira admite que fica difícil formar parcerias comerciais para tornar o local rentável.

— Esse (fechar contratos para o estádio) não poderá ser o nosso foco. Infelizmente, tem que entender que ele vai ficar muito pouco tempo conosco. Somente em julho ele vai ser devolvido em sua totalidade para a gente. E no final do ano já teremos que entregá-lo para o Comitê Organizador — disse o mandatário alvinegro.

O Botafogo voltará a jogar no Engenhão no próximo dia 24. Até março, terá que receber o público com uma capacidade reduzida, já que apenas os setores inferiores estarão liberados. A partir de março, a Riourbe irá liberar gradativamente os assentos superiores, o que só estará concluído em julho. Só que, em janeiro do ano que vem, o estádio já passará para as mãos do Comitê Rio 2016.

Segundo o órgão, até abril de 2016 não será necessário interferir na rotina de jogos e treinos do time. Mas, a partir de maio, quando tiverem início os eventos-teste para os Jogos, o Alvinegro precisará buscar — mais uma vez — uma casa temporária para seus jogos. Um retorno definitivo ao Engenhão, apenas depois das Olimpíadas.

— Não posso reclamar porque é um prejuízo que a gente já sabia que iria ter. Afinal, é um estádio olímpico — lamentou o presidente.

Por conta do entulho no estádio, o Engenhão receberá o amistoso contra os chineses sem torcida. Como a retirada deste material só ocorrerá no dia 31, data da estreia no Estadual, o Botafogo tenta alterar este jogo para o dia 1º. Haja dor de cabeça.

Fonte: Extra Online