O troféu que simboliza o retorno do Botafogo à Série A como campeão chegou ao Rio nas mãos do jogador que melhor representa a grandeza do clube. O goleiro Jefferson se movimentou rápido do saguão do aeroporto até o ônibus cercado por um grupo de alvinegros em rápida festa pelo acesso, ontem pela manhã. A recepção calorosa foi um gesto de agradecimento aos jogadores, muitos assediados com fotos e pedidos de permanência em 2016.

Aos gritos de “O campeão voltou”, o elenco desembarcou com a sensação de dever cumprido e os dirigentes com a missão de dar aos torcedores motivos para acreditar que o rebaixamento ficou no passado. A taça, segundo o presidente, vai ficar exposta em General Severiano para marcar a retomada do clube após um ano de dificuldades financeiras.

– É uma alegria, sensação de dever cumprido em um ano difícil, a gente retorna à Série A como protagonista, como principal equipe da Série B, liderou a maior parte, pode não ter encantado, mas o objetivo foi cumprido com qualidade, e a taça vai ficar exposta – disse Carlos Eduardo Pereira.

A missão agora é dar sequência ao que a torcida já começou a fazer no aeroporto. Tentar convencer os jogadores que se destacaram a permanecer. Neilton foi praticamente arrancado de um táxi por um grupo para tirar fotos e interpelado:

“Você tem que ficar!”, implorava um torcedor.

O jogador, simpático, posou fazendo sinal de positivo e garantiu: “Eu quero. Vamos conversar essa semana”.

Com o acesso, jogadores que foram emprestados ao Botafogo com parte do salário pago, caso de Neílton, só permanecerão se os clubes de origem, o Cruzeiro, no caso, abrirem mão. O problema é que isso pode acontecer mediante nova negociação financeira, o que tende a pesar no cofre do Botafogo. Sabendo disso, o clube espera que a volta à Série A facilite na busca por recursos junto a patrociandores.

– A gente estava negociando com as empresas e agora tem certeza de que estaremos na Série A e com título de campeão, isso melhora a busca por patrocínios, que é fundamental para gente investir mais na equipe de futebol – admitiu o presidente, falando quqe vai tentar agradar o torcedor.

De acordo com Carlos Eduardo Pereira, o elenco vai mudar de patamar.

– Vamos tentar agradá-los e atender o que eles nos pedem, fazer o esforço, conversar com empresários, clubes, jogadores, o trabalho agora muda de patamar, pensando em 2016 – emendou o mandatário.

Quem não criou tanta identificação e deve sair é o volante William Arão. A negociação para a renovação de contrato é complicada. Arão já tem inclusive um pré-contrato assinado com o Flamengo, que aceitou pagar luvas e salário maiores. O Botafogo se garante.

– Esse negócio de assédio não nos preocupa, temos boa proteção no contrato, temos confiança que William e outros jogadores vão continuar conosco em 2016 – finalizou o presidente.

Fonte: Extra Online