Bota vê sina de ‘cartolas eternos’ e tem Montenegro decisivo. Ele aponta 3 nomes

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Ele se intitula como “presidente eterno do Botafogo”. Mesmo sem ter função oficial desde 2006, Carlos Augusto Montenegro continua influente na vida política do clube. Prova disso é que mesmo fora das próximas eleições, terá papel fundamental na escolha do próximo candidato à presidência do Alvinegro, em 2014. Desta forma, o clube de General Severiano repete a sina de ‘cartolas eternos’, que seguem ligados a outras agremiações nacionais.

Nesse sentido, o caso mais emblemático é o de Eurico Miranda, no Vasco. Ele foi presidente do clube no início dos anos 2000, mas antes já havia ocupado o cargo de vice de futebol por quase 20 anos com vasto poder em São Januário. Agora ele é nome forte para reassumir nas próximas eleições, em 2014.

Além de Eurico, outros dirigentes se enquadram como ‘cartolas eternos’ em seus clubes. Fabio Koff, entre idas e vindas no Grêmio desde 1982. Alberto Dualib está fora da vida política do Corinthians após renunciar em 2007, mas reapareceu em uma visita às obras do Itaquerão em setembro e gerou polêmica no Parque São Jorge. Mário Celso Petraglia assumiu o Atlético-PR em 1995 e voltou ao cargo em 2011.

Carlos Augusto Montenegro era o presidente do Botafogo durante o título mais importante do clube: o Brasileiro de 1995. Por conta disso, ele tem uma relação muito boa com os torcedores e diz ser chamado por eles de ‘presidente eterno’. Ele descartou se candidatar, mas disse ter papel decisivo nas próximas eleições e que o próximo presidente não sairá de três nomes: Paulo Mendes, atual vice-presidente geral, o ex-vice financeiro Cláudio Good e o ex-vice jurídico Alberto Macedo.

“Muita gente me pergunta isso [se candidatar], mas não tenho mais vontade. Tenho vontade de ajudar, seja quem for o presidente. Tenho admiração pelos três. Qualquer um deles eu vou ajudar. Mas ser presidente, efetivamente, eu já fui por três anos. Cumpri minha missão com alguma dose de sorte. Consegui o Brasileiro, Teresa Herrera. Saí e fiquei com um título que ninguém tem. Existe o sócio proprietário, benemérito e grande benemérito. Eu fiquei com o título de presidente eterno. Hoje o futebol é diferente, não quero perder essa admiração que tenho da torcida”, disse ao UOL Esporte.

“Só voltaria a me candidatar se aparecesse um aventureiro. Graças a Deus não temos esse risco. Minha paixão é tão grande que iria para esse sacrifício. Gosto do Good, mas também do Paulo Mendes e do Alberto Macedo. Essas três pessoas têm todas as condições de presidirem o Botafogo. Primeira coisa é se eles estão dispostos ou não e parece que estão. Outra é quem o presidente vai escolher, o que passa por mim também, não vou ser modesto. Minha opinião pesa”, finalizou.

Fonte: UOL

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