O Botafogo ganhou fôlego na briga que trava na Justiça com o volante Willian Arão, que se recusou a renovar contrato diante uma cláusula automática. Por conta da boa relação entre as diretorias, o Glorioso anexou ao processo o caso envolvendo o atacante Leandro Amaral, que em 2008 trocou o Vasco pelo Fluminense numa situação bem parecida.

Na ocasião, Leandro Amaral teve que retornar ao Vasco depois de quatro meses, já que o clube o cruz-maltino teria direito a exercer uma cláusula de renovação automática por mais um ano, algo que o jogador havia recusado. Num primeiro momento, Leandro conseguiu uma liminar na Justiça o liberando do Vasco, mas depois a decisão foi revertida pelo clube.

– O Leandro Amaral tinha um compromisso com o Vasco, e dentro do contrato dele havia uma cláusula com mais “x anos”, mas ele entendeu que não era obrigado. O caso é igual, a diferença é que lá não tinha essa determinação da Fifa que alterou o direito econômico, e todo atleta passou a ter que pertencer 100% ao clube. Só que o contrato com o Arão foi feito antes disso, e o acordo seria para o Botafogo comprar 70% dele. Ele diz que a cláusula é nula porque o Botafogo não ficaria com os 100%. Ele agiu de má fé e foi aliciado pelo Flamengo – afirmou Domingos Fleury, vice-presidente jurídico do Botafogo, prevendo uma sentença antes do esperado:

– Eu havia falado em seis meses (após a audiência com Arão), mas o processo deu uma acelerada. Acredito que teremos novidades de 30 a 60 dias (prazo que, no total, teria duração similar ao “caso Leandro Amaral).

Fonte: Globoesporte.com