De olho na Série A em 2016, o orçamento do Botafogo já apresenta dados importantes em relação ao futebol. O custo da folha salarial, por exemplo, já está definido. De acordo com membros da diretoria, o Glorioso poderá gastar R$ 3 milhões, por mês, para bancar o elenco profissional. Nada mais do que isso em função da delicada situação financeira do clube. Em 2015, a folha não passou dos R$ 2,5 milhões.

Mas, dessa vez, os responsáveis pelo orçamento não apontaram um teto salarial. Nessa temporada, os salários não passaram dos R$ 60 mil. Apenas o goleiro Jefferson, estrela do elenco, recebe acima do teto — cerca de R$ 300 mil, por mês.

A política facilitará o trabalho do gerente de futebol, Antônio Lopes, e do vice de futebol, Antônio Carlos de Azeredo, o Cacá. A dupla poderá investir em um ou outro reforço, com salários altos, desde que não desrespeite o teto de R$ 3 milhões da folha.

O orçamento ainda prevê como ficará a folha com os encargos trabalhistas. Direitos de imagem, FGTS e direitos de arena podem elevar o custo do futebol aos R$ 4,2 milhões, por mês. O departamento de futebol, por sua vez, prefere tratar o assunto com cautela.

— Vamos deixar a poeira baixar na Série B para falar com mais certeza sobre isso — disse Cacá. — Só assim vamos trabalhar com mais tranquilidade para planejar 2016 — despistou o dirigente.

Como comparação, o orçamento será menor que o previsto por Vasco, Fluminense e Flamengo em 2015. O primeiro gasta R$ 3,5 milhões, por mês, em salários. Já o Tricolor reserva R$ 4 milhões. E o Rubro-negro, por fim, tem uma folha de R$ 5 milhões.

A definição do orçamento terá por base contratações, renovações e dispensas. As permanências de Willian Arão e Álvaro Navarro, por exemplo, são tratadas há meses e estão em fase decisiva de negociação. Sobre reforços, os argentinos Lucas Viatri e Lucas Wilchez estão na lista de observações.

Fonte: Extra Online