O Botafogo espera conseguir o quanto antes um parecer do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para poder receber, segundo suas contas, R$ 3,5 milhões da Prefeitura do Rio de Janeiro referentes aos gastos com energia, água, segurança e manutenção do Estádio Nílton Santos desde setembro do ano passado. Em função do fechamento do local para obras, o clube assinou um acordo com o município para que seus gastos com a operação da instalação fossem reembolsados.

Segundo Botafogo, os gastos feitos com o estádio estão orçados em R$ 550 mil desde a sua reabertura (dia sete de fevereiro). A prefeitura, que alugou o estádio, só aceitou bancar os gastos porque as obras foram necessárias por causa de falhas em sua construção.

A falta de repasse dos recursos ocorre desde o ano passado porque o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a sua interrupção. A suspensão se deve pelo fato de o Botafogo ter descumprido um antigo Ato Trabalhista firmado com o órgão.

O acordo estabelecia o repasse de um percentual das receitas alvinegras para pagar a fila de credores — o que não fez. Assim, penalizado com a saída do Ato e ficando sujeito às penhoras, o Botafogo deixou de receber os reembolsos da prefeitura.

Com a determinação do TRT, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) recomendou à Prefeitura o fim de tais repasses. O clube procura agora uma ordem expressa da Justiça do Trabalho reconhecendo os efeitos de um novo Ato Trabalhista, firmado no fim de 2014.

— Essa é mais uma das heranças negativas que recebemos da administração anterior. Teoricamente, a Justiça do Trabalho entendeu que o Botafogo sonegou o Ato. Agora temos que provar que isso não existe mais — lamentou Domingos Fleury, vice-presidente jurídico.

Caso consiga a determinação, o Botafogo enviará toda documentação necessária à PGM para voltar a receber o dinheiro.

Fonte: Extra Online