Além da questão esportiva, a volta à Série A representa um alívio financeiro ao Botafogo. Ao se garantir na Primeira Divisão, o Glorioso não apenas evitou uma perda de 50% como garantiu o aumento de R$ 15 milhões de cota de TV para 2016, o que permitirá aumento no investimento, mas sem loucuras.

Nesta segunda-feira, o vice de finanças, Bernardo Santoro, apresentou a proposta de orçamento para 2016 ao Conselho Fiscal e também precisará da aprovação do Conselho Deliberativo. Se em 2015 o valores giraram em torno de R$ 220 milhões, a promessa é de um aumento para o próximo ano que não deve chegar a 50%, mas que só foi possível com o retorno à Série A.

Para 2016, estão previstos R$ 60 milhões de cota de TV, contra R$ 45 milhões em 2015 — se tivesse permanecido na Série B, o Botafogo receberia cerca de R$ 25 milhões apenas. Com o aumento, o clube pretende elevar o teto salarial do elenco, que foi de R$ 60 mil neste ano (com exceção de Jefferson) e contratar reforços relevantes. Entretanto, não vai aumentar muito o investimento porque a política de pagamento de dívidas continuará e contará com parte dos R$ 15 milhões a mais da cota de TV.

“Vamos subir o orçamento, mas nem tanto, não temos condições financeiras de arcar com recursos maiores. O compromisso total é com a responsabilidade fiscal e manteremos essa política, não vamos pagar mais do que podemos”, explicou o vice de finanças, Bernardo Santoro.

Na proposta de orçamento, há um valor de patrocínio master, que não foi possível obter em 2015. Esse dinheiro é considerado importante para a montagem de um elenco mais forte para Ricardo Gomes comandar em 2016.

Fonte: O Dia Online