Ao que tudo indica, o “caso chororô” ficou para trás. O acordo com o Flamengo, que prevê a realização dos jogos do Rubro-negro contra Madureira (pelo Estadual) e River Plate-ARG (pela Libertadores) foi bastante comemorado no Botafogo. Em General Severiano, o entendimento é de que o Alvinegro saiu em vantagem nas negociações.

Dois fatos em especial são tratados como triunfos pelos dirigentes alvinegros. O principal deles são os R$ 150 mil líquidos que serão pagos pelo Flamengo para enfrentar o River Plate no estádio. Isso porque, no início da negociação, este valor era um pouco menor – vale lembrar que a partida será disputada sem a presença de torcida. Mas a queda das torres de luz na Ilha do Urubu e o veto do Botafogo ao Nilton Santos para a final da Taça Guanabara deixaram o Rubro-negro mais fraco na negociação. E o preço subiu.

Os R$ 250 mil no total (o jogo com o Madureira sairá por R$ 100 mil, como determina o arbitral da Ferj) chegam em boa hora em General Severiano. O Botafogo sofre com receitas escassas e precisa fazer dinheiro com o Nilton Santos. Por isso, uma ala da diretoria não levou a polêmica do “chororô” adiante. A negociação foi conduzida pelo vice-presidente executivo alvinegro Luis Fernando Santos e pelos diretores geral e de novos negócios do Flamengo Fred Luz e Marcelo Frazão.

O segundo motivo é do campo simbólico. Na nota oficial que anuncia o acordo com o Botafogo, o Flamengo se refere ao estádio como Nilton Santos. Segundo os alvinegros, é a primeira vez que o rival utiliza este nome. Para eles, a insistência em chamá-lo de Engenhão era um sinal de provocação.

Fonte: Blog Panorama Esportivo - O Globo Online