Quando Felipe Conceição aceitou o cargo de treinador do Botafogo, às vésperas do Natal, as partes ficaram de acertar os detalhes finais do contrato mais à frente. Nesta semana, ficou definido que o vínculo será de três anos, até o fim de 2020.

A duração do contrato é a mesma que havia sido oferecida a Jair Ventura, que preferiu ir para o Santos, e corresponde ao mandato da administração que tomará posse dia 4 de janeiro (o mandato valerá para o triênio 2018-2020). Ainda assim, o contrato com Conceição é mais longo do que o primeiro que o clube assinou com Jair, no fim de 2016 – o vínculo em questão era de dois anos. E com uma diferença: Jair, àquela altura, já havia levado a equipe à Libertadores nos meses anteriores.

Ao tomar posse como técnico, em agosto de 2016, Jair era funcionário e tinha contrato normal entre empresa e empregado, sem prazo. Só no fim da temporada o filho de Jairzinho assinou um contrato convencional de treinador com o Alvinegro.

Entre os principais motivos para a escolha de Felipe Conceição, está o fato de o clube buscar uma maior integração entre os profissionais e a divisão de base – especialmente agora que um novo centro de treinamento, que abrigará todas as categorias do futebol do clube, está próxima de ser inaugurado. Conceição foi visto como uma boa opção para comandar essa fusão porque já conhece tanto a base como os profissionais – desde 2016 era auxiliar técnico do time principal e, antes disso, foi treinador da base.

Agora que o departamento de futebol e a comissão técnica do Botafogo estão completos – ambos passaram por uma reformulação no final de 2017 -, o Alvinegro passa a ter um foco maior na contratação de jogadores. Embora o clube tenha contratado menos a essa altura do ano do que no final de 2016, o time não terá jogos importantes no início de 2018 – este ano, por outro lado, o Alvinegro precisou se preparar intensamente desde janeiro por causa da pré-Libertadores.

Fonte: Extra Online