O presidente Carlos Eduardo Pereira segue encontrando surpresas a cada dia de sua gestão no Botafogo deixadas por Maurício Assumpção. A bola da vez é o empréstimo realizado junto à Odebrecht no valor de R$20 milhões que coloca como garantia porcentagem dos direitos de 88 jogadores e pode comprometer o futuro do clube.

Além do passe de atletas como Jefferson, Jobson e Gilberto, o acordo prevê também receitas de bilheteria do Engenhão, contratos de publicidade e até metade de qualquer futuro pagamento por naming rights do estádio – tudo assinado pelo ex-presidente. A dívida já atinge o valor de R$23 milhões, com os juros, e preocupa a todos da atual diretoria, que já considera compartilhar a gestão do agora Estádio Nilton Santos para amenizar a situação.

“O clube estuda o contrato. Ele foi assinado sem a anuência de ninguém no clube, e isso é grave. É uma surpresa a cada dia. Até o momento não nos chamaram para conversar. Se for interessante para as duas partes uma gestão compartilhada, não vejo problema nisso”, contou Pereira ao jornal ‘Extra’.

Para muitos dentro de General Severiano, a dívida é considerada impagável. “O Botafogo tem duas alternativas. Uma é pagar a dívida, o que consideramos inviável. A outra é entrar em acordo com a construtura”, completou Domingos Fleury, vice jurídico alvinegro.

Fonte: futnet