No segundo tempo do clássico entre Botafogo e Flamengo, no Maracanã, os telões do estádio exibiram, com orgulho, “o maior público do Brasil em 2015”, de 44.329 pagantes. O que não apareceu, no entanto, foi o percentual recebido pelos clubes da renda. Botafogo e Flamengo levaram pra casa, juntos, R$ 505.755,89 do total arrecadado de R$ 2.129.865,00. Em miúdos, apenas 24% foi destinado aos clubes.

Em clássicos do Carioca, de acordo com a Ferj, não há mando de campo. Mas coube ao Botafogo organizar a partida com o Consórcio Maracanã. Pelos termos ajustados, nada menos do que R$ 498.434,05 foram cobrados apenas como “custo operacional do estádio”. Nos moldes do contrato do Flamengo com a concessionária, por exemplo, o teto para esse gasto compartilhado entre clube e Maracanã seria de R$ 300 mil. Mas os sócios-torcedores rubro-negros teriam direito a desconto, o que não ocorreu por opção alvinegra.

O borderô do clássico aponta vários outros motivos para que Botafogo e Flamengo tenham recebido tão pouco da polpuda renda. No documento exatos R$ 496.592,02 estão classificados como “aluguel do estádio”. A tradicional taxa Ferj, de 10% sobre a renda de qualquer partida do Carioca, também está assinalada, no valor de aproximadamente R$ 209 mil.

Diante de tantas mordidas, Flamengo e Botafogo inicialmente levaram, cada um, R$ 289.597,78. O Alvinegro, no entanto, teve descontados R$ 30 mil como “despesa pré-jogo”, sem especificação. Já o Flamengo ainda sofreu uma penhora de quase R$ 44 mil. Desta maneira, 76% do pouco mais de R$ 2 milhões ficaram longe de Gávea e General Severiano. O clássico teve 49.833 presentes e apresentou, novamente, inúmeros problemas para venda de ingressos e entrada de torcedores no Maracanã. Grandes filas existiram na bilheteria até o intervalo do jogo.

Fonte: ESPN.com.br